Lançamentos Editora Cultrix


A Galeria da Fama dos Cientistas Malucos

Este Livro reúne cientistas da ficção e da realidade e os coloca em um divertido divã

Obra humaniza e analisa mente e personalidade de vencedores de prêmios Nobel, como Marie Curie, além de personagens da cultura pop, entre eles Lex Luthor e o hilário Dr. Evil, vilão de Austin Powers

Mensurar a inteligência pela insanidade de um indivíduo é algo recorrente no mundo das artes e da ciência há séculos, fato que, inclusive, é muito explorado na construção de personagens do cinema, literatura, desenhos animados e quadrinhos. Também não é difícil encontrar alguém que nunca tenha pensado em como seria o mundo se Super Homem e Lex Luthor fizessem parte da vida real. É este o curioso passeio proposto em A Galeria da Fama dos Cientistas Malucos, obra assinada pelo doutor em robótica, Daniel H. Wilson, e pela psicóloga infantil,  Anna C. Long, que chega às livrarias de todo o Brasil pela Editora Cultrix.

Página à página o livro, traduzido no Brasil por Carmen Fisher, oferece um breve resumo da história desses cientistas: origem, relações, ambições, circulos de amizade, curiosidades, experimentos e conquistas, fechando sempre com uma análise psicológica do personagem em questão. Tudo em tom leve, acompanhado por ilustrações de Daniel Heard e dosado de muito bom humor, em um texto claro, embasado e bem escrito.

Nomes geniais
Entre os “pacientes” deste divã, constam Victor Frankenstein, personagem título do romance de Mary Shelley, que, de acordo com a obra, é portador de “sentimentos de inutilidade ou de culpa exacerbada”. Há destaque ainda para o Dr. Evil, inimigo número um de Austin Powers nas telonas, cuja capacidade criativa é equivalente à sua incapacidade de sentir remorso e empatia por qualquer ser humano – exceto seu melhor amigo, que é, na verdade, sua miniatura.

Já no clube dos cientistas reais,  vale frisar o nome de Madame Marie Curie, vencedora de dois prêmios Nobel (Física, 1903 – Química, 1911). Entre suas invenções, o sobressalto fica por conta do aparelho de Raio X portátil, utilizado nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.  Outro grande nome da ciência citado na publicação é o Nikola Tesla, dono, nada menos, de 100 patentes - seu trabalho teórico forma as bases dos modernos sistemas de potência elétrica em corrente alternada (AC), incluindo os sistemas de distribuição de energia multifásicos e o motor AC, fundamental na introdução da segunda revolução industrial.

Nascido na Sérvia em 1856, este inventor atuou nos campos da engenharia mecânica e electrotécnica. O livro conta que, aos cinco anos, o garoto já apresentava sinais de genialidade. Ele disse a seu pai que iria controlar a força das águas – inventou uma batedeira de ovos hidráulica. Anos mais tarde, porém, suas faculdades mentais foram colocadas à prova quando disse que estava recebendo mensagens de habitantes de Marte ou Vênus  por meio de seu rádio...

Organizado em seis capítulos -  Com uma queda para dominar o mundo; Desbravadores Intépidos do grande desconhecido; Estabeleceram contato com extraterrestres; Fizeram experimentos com seres humanos; Morreram em nome da ciência; e Não malucos, mas simplesmentente irados! -  o livro ainda reúne nomes como Dr. Julius No (James Bond), Capitão Nemo (Romance de Julio Verne), Dr. Stanley Milgram (QI 158, sendo que a média vai até 110), Auguste Piccard (inventor da cabine pressurizada para vôos de balão), entre tantos outros.   

A Galeria da Fama dos Cientistas Malucos conta ainda com um quiz, no qual o leitor pode descobrir se também pode ser considerado um cientista maluco – mais um gancho em que a realidade converge.  

Sobre os autores


Daniel H. Wilson é doutor robótica formado pela Carnegie-Mellon University e editor colaborador da revista Popular Mechanics. Ele foi destaque no New York Times e na revista Wired, e também participou de programas de TV e rádio.

Anna C. Longe  é doutora em Psicologia Clínica Infantil pela University of Washington. Atualmente, é pesquisadora na Oregon University nas áreas de ciências voltadas à saúde.    


Parentonomics

Este Livro mostra como princípios da economia podem ser eficientes quando aplicadas na educação dos filhos


Sucesso na China, Japão e Coréia, obra de Joshua Gans compara o processo de criação dos filhos a uma constante negociação onde os incentivos são essenciais

Estatísticas, incentivos, demandas são terminologias naturais no mundo dos negócios. Mas, como se comportar quando tais termos ultrapassam a esfera da economia e invadem o ambiente da criação dos filhos, por exemplo? É justamente essa a proposta de Parentonomics, novo livro da Editora Cultrix que chega às livrarias em março.

Na obra, o americano Joshua Gans alia a bagagem acumulada como consultor de economia e professor de Gestão da Escola de Negócios da University of Melbourne, às experiências vivenciadas na criação de seus três filhos. O resultado é uma visão crítica e bem humorada da paternidade sob o ponto de vista de um profissional de economia e a ideia de que é possível aplicar, com êxito, lições de gerenciamento econômico na complexa tarefa de educar filhos.

Para o autor, o processo de criação se assemelha bastante à uma negociação, mas a ideia não é envolver os custos monetários e sim, apresentar alternativas de como negociar com as crianças acerca da comida, do déficit do sono, da higienização diária, entre outros temas.

Dividida em sete capítulos, Parentonomics se inicia com um breve comentário sobre o planejamento da chegada dos bebês. O autor avalia como os incentivos dados em países como Estados Unidos às famílias, para que elas antecipem os partos de um ano fiscal para o ano anterior, refletem diretamente na vida dos futuros pais.

A teoria na prática
Gans faz uma avaliação a partir do processo de adaptação dos bebês ao mundo, nos primeiros dias de vida: “A cada meia hora, os recém-nascidos têm a oportunidade de abrir negociações com seus pais. Um dos objetivos de avaliar o cenário por este ponto de vista é justamente fazer com que para a criança, a oferta não valha a pena” – defende o autor. O economista reconhece que com recém-nascidos, a tática não tem efeito, pois eles ainda estão aprendendo a viver fora do útero, a fazer a digestão, entre outros processos. Mas, como compara a tarefa de educar a uma constante negociação, avalia que os gritos de um bebê, por exemplo, funcionam como uma oferta onde o que está em jogo é a atenção, ou seja, a ideia seria: “eu paro de gritar se vocês me derem atenção”.

Um dos exemplos é aplicado à hora do sono. Para o autor, as chances de sucesso nas negociações com o déficit do sono são maiores quando os pais não dão às crianças recompensas por despertar, ou seja, o ideal seria não carregar a criança no colo, da mesma forma que a luz não deve ser acesa e certamente a alimentação não deve entrar em jogo. “É natural que nas primeiras vezes o bebê fique confuso e grite, mas é importante ajeitar as coisas de tal forma que o bebê fique no berço” – comenta.

Outro ponto que remete aos macetes econômicos refere-se à bagunça. Para administrar os problemas provocados pela bagunça das crianças, o autor aplicou no próprio lar ferramentas da macroeconomia. De acordo com Gans, na macroeconomia, é fundamental administrar o ciclo econômico, composto por flutuações constantes: “Em alguns anos a economia está em recessão e em outros, prospera. O mesmo acontece com a bagunça, que não é uma constante. Ela cresce e diminui. A questão não são as peças que compõem a bagunça, mas seu volume total em um dado momento” – comenta o economista. A meta, segundo o autor, é diminuir os momentos de crise, quando há uma oferta excessiva de bagunça e expandir a extensão das coisas positivas.

Leitura interessante com boa dose de humor, Parentonomics oferece uma perspectiva inusitada para aplicar na criação dos filhos que, segundo o autor, mostrou-se muito assertiva em certos momentos como, por exemplo, incentivar as crianças a comer de maneira saudável e em outros, nem tanto como as experiências dos pequenos com a utilização do vaso sanitário.

Sobre o autor
Joshua Gans é professor de gestão da escola de negócios da University of Melbourne. Autor de vários livros de economia, ganhou o prêmio Jovem Economista 2007, atribuído ao melhor economista com menos de 40 anos a trabalhar na Austrália. É diretor da CoRE Research, empresa de consultoria econômica e pai de três filhos.

Um comentário:

  1. Suas dicas, como sempre, excelentes. Queria que o dia tivesse mais 6 horas para ler esses livros maravilhosos com sua histórias fantásticas!!!
    Parabéns pelo texto; e o blog, é redundante falar, cada vez mais lindo.
    Ana Paula, querida, estou sentindo saudades de você!! Anda muito sumida. Um beijo grande, com muito carinho,
    Lena

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