Lançamentos - Editora Rocco - #04#

Livro: UMA HISTÓRIA DE AMOR REAL E SUPERTRISTE
Autor: Gary Shteyngart 
Tradução:Antônio E. de Moura Filho
ISBN:978-85-325-2660-1
Páginas:384
Formato : 14x21
Preço : R$ 49,50 













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Sinopse:


Lenny Abramov vive num futuro muito próximo do nosso. São poucos anos na linha do tempo, mas o mundo já está bastante mudado. Os Estados Unidos são um império ruído. Imersos num colapso econômico, estão em guerra contra a Venezuela e são comandados com mão de ferro por uma força política misteriosa e onipresente, os bipartidários. Há confrontos no Central Park e tanques de guerra pelas ruas de Nova York. Enquanto isso, as pessoas vivem obcecadas por sua saúde e pelo valor de sua imagem. A compulsão consumista corre desbragada – a última moda são os sutiãs Saaamis, que deixam os mamilos à mostra. No campo tecnológico, iPhones e notebooks foram substituídos por um único aparelhinho: os indefectíveis äppäräts, que tudo sabem e tudo veem. Aponte-o para alguém, e descobrirá desde a nacionalidade dos seus pais até as suas últimas compras, passando pelos seus coeficientes de personalidade e de sensualidade.

Neste cenário, Lenny Abramov é um anacrônico, quase inverossímil. Filho de imigrantes russos, à beira dos 40 anos, é dono de uma careca e de um índice de massa corporal que só servem de chacota para os mais jovens. Ainda teima em ler livros, conhecidos como “trava-portas”, objetos considerados repugnantes pelos seus contemporâneos. Não é nada hábil com seu äppärät, confunde-se com as inúmeras siglas que representam as gírias mais cool, e mantém um diário – provavelmente o último a ser escrito – onde descreve suas trapalhadas e seu sentimento de incompatibilidade com o mundo. Não bastasse tudo isso, ele ainda por cima comete a obsolescência de se apaixonar. Perdidamente, como nos velhos tempos.

É da reprodução do diário desse improvável personagem que nasce Uma história de amor real e supertriste, aclamado nos Estados Unidos como o melhor livro de Gary Shteyngart e uma das grandes obras da década. A trama inventada pelo autor russo foi classificada como uma criativa sátira do american way of life, ao mesmo tempo que é comparada ao clássico 1984, de George Orwell, por mostrar previsões assustadoras sobre o futuro – desta vez, muito mais perto de nós.

Mas não é só isso o que explica o sucesso da obra. Lenny Abramov, um homem em luta contra sua época, conquistou a crítica como um dos mais adoráveis heróis picarescos dos últimos tempos. A engraçadíssima narrativa de sua jornada quixotesca cativa os leitores por preservar, em meio às ruínas de valores e ideais, pequenas nesgas de ternura.

Como disse a resenha do New York Times, assinada por Michiko Kakutani, o novo romance de Shteyngart é, simultaneamente, “superengraçado” e “supertriste” – e aí reside o seu charme irresistível. Caído de amores por Eunice Park, uma jovem de 24 anos, filha de imigrantes coreanos, que o acha não mais do que um velho esquisito, Lenny experimenta dia a dia a sensação de ser esmagado pela juventude ao seu redor. Funcionário de uma empresa de Prorrogação Indefinida de Vida, que oferece a promessa de imortalidade a clientes ricos, ele enfrenta o bullying dos jovens colegas, numa atmosfera que preza pelo preconceito, pela disputa e pelo exibicionismo.

No livro, as páginas do diário de Lenny são entremeadas pelas mensagens que Eunice troca com sua família e amigos via GlobalTeens. O despojamento e a futilidade da moça, profundamente contrastantes com o texto romântico de Lenny, vão cedendo lugar, aos poucos, a um tipo de insegurança que também soa profundamente antiquada à sua época. E é daí que surge, com as sutilezas indispensáveis a uma grande obra literária, o elo improvável entre os dois protagonistas.

Assim a escrita de Lenny, moldada pelos grandes clássicos da literatura, em paralelo à narrativa fragmentada e rápida de Eunice vão tateando juntos quais lugares ainda há para o amor, a segurança, a lealdade e mesmo o humor, num mundo que, ruído, ainda se revela, ao seu modo, surpreendente.





Livro: SE VOCÊ ME VISSE AGORA
Autor: Cecelia Ahern 
Tradução:Ângela Pessoa
ISBN:978-85-325-2322-8
Páginas:304
Formato : 14x21
Preço : R$ 39,50 







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Sinopse:


Elizabeth Egan gosta de tudo nos devidos lugares, não tem tempo para amigos, muito menos para a imaginação fértil do sobrinho Luke. O menino de seis anos acaba de conhecer Ivan, um amigo que ela não consegue enxergar. Depois de algumas buscas na internet, Elizabeth descobre que amigos imaginários são comuns na idade de Luke e resolve dar uma chance a Ivan, o suposto amigo que gosta de pizza com azeitonas e tem feito o sobrinho rir como nunca. Tão logo descobre que amigos imaginários duram três meses, Elizabeth prontamente marca na agenda a data em que o amigo deverá desaparecer. Seria muito fácil se tudo saísse como ela planeja, mas a escritora Cecelia Ahern, autora do sucesso P. S. Eu te amo, tem outros planos em mente.

Ivan trabalha como amigo e só pode ser visto por aqueles que estão precisando de um amigo. Este foi o caso de Luke, o filho de Saoirse criado pela tia. Elizabeth é conhecida na pequena cidade irlandesa onde moram por ser uma pessoa bastante séria, nunca é vista rindo e muito menos se envolvendo emocionalmente com outras pessoas, nem mesmo com o sobrinho. De início, pode até parecer que Luke será o protagonista da história, mas não demora para a autora colocar o menino em segundo plano e se dedicar a Elizabeth e Ivan. Durante os primeiros dias de amizade entre Luke e Ivan, Elizabeth não consegue ver o tal amigo invisível, mas deixa pista de que pode senti-lo no ambiente.


Ao notar que Elizabeth às vezes pode ouvi-lo e sentir que está por perto, Ivan resolve conhecê-la melhor e passar algumas horas com ela – mesmo que isso o distancie de sua verdadeira tarefa, que é ser amigo de Luke. Sem nem mesmo saber por que, em uma determinada noite, Elizabeth consegue vê-lo. Em vez de acreditar que se trata do amigo invisível – agora visível – de Luke, ela imagina ser o pai de um coleguinha, Sam. Afinal, ela não poderia imaginar que o amigo imaginário do sobrinho seria um adulto – ainda mais com aqueles belos olhos azuis.

Ivan começa a aparecer frequentemente na vida de Elizabeth, levando-a a sair de seu ritmo normal e retilíneo. Ao mesmo tempo que começa a viver momentos inusitados, sempre acompanhada de Ivan, Elizabeth começa a remexer no passado, mesmo a contragosto. Quando criança, Elizabeth, o pai e a irmã recém-nascida foram abandonados pela mãe de espírito livre. Ainda menina, Elizabeth assumiu a criação da irmã e, mais tarde, foi obrigada a cuidar do sobrinho.
Sem conhecer o passado de Elizabeth, Ivan a provoca para que resolva as situações pendentes e viva uma vida mais alegre e animada. O envolvimento entre eles é inevitável, mas Cecelia Ahern, sem compromisso com finais óbvios, vai apresentando uma história cheia de momentos surpreendentes, e prendendo a atenção dos leitores até a última linha.



Livro: A ÉTICA E SUAS NEGAÇÕES
Subtítulo: Não nascer, suicídio e pequenos assassinatos
Autor: Julio Cabrera 
ISBN:978-85-325-2665-6
Páginas:128
Formato : 14x21
Preço : R$ 19,50 












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Sinopse:


A discussão sobre a Ética e sua impossibilidade é considerada o “calcanhar de Aquiles” de muitos filósofos – Kant, por exemplo, viu-se obrigado a duplicar os mundos para tornar a Ética possível num deles; Spinoza a identificá-la com o mundo; e Wittgenstein a situá-la linguisticamente no místico indizível – e muitos deles optaram por não escrever nenhuma Ética, como Descartes e Sartre. Por que a Ética foi tão incômoda para filósofos capazes de mostrar sua “competência” em outras áreas da reflexão? Para tentar refletir sobre o motivo desta recusa em pensar o tema, a de não construir mais um sistema de Ética e mostrar a impossibilidade de tal projeto afirmativo, é preciso transitar por lugares que parecem inevitáveis para a reflexão ética crítica e radical e que, ao mesmo tempo, são aqueles pontos temáticos sistematicamente evitados pelo pensamento filosófico tradicional: a paternidade, a geração de filhos, o suicídio, o homicídio e a relação com a escravidão.

A ética e suas negações – Não nascer, suicídio e pequenos assassinatos (originalmenteProjeto de Ética negativa, lançado pelo autor na década de 1990) tem sua segunda edição lançada pela Rocco. O filósofo Julio Cabrera discute o sentido da vida ao abordar os princípios da Ética tradicional que são embasados em duas perguntas: “Como devo viver?” e “Que tipo de pai devo ser?”. Essas duas perguntas respondem à questão fundamental da vida humana, entendida como a minha vida, em primeiro lugar, e como a vida que pode ser gerada. Mas, para o filósofo, essas duas perguntas estão muito à frente de duas outras que supostamente deveriam ter sido respondidas pela reflexão ética: “Devo viver?” e “Devo ser pai?”. São essas as questões para as quais devem ser encontradas respostas, pois, segundo o autor, a não resposta a essas perguntas mais “primitivas” deixa a metade do problema moral fora da questão filosófica e torna inconsistente o sistema de valores morais tradicional.
Refletir sobre o não ser nos casos acima citados é um dos objetivos do livro. Nos dois primeiros capítulos, o filósofo enfrenta dois temas basais da discussão: a paternidade e sua recusa e o suicídio. São estudados os mecanismos pelos quais os homens acreditam ser, e a resposta ontológica a essa ilusão. É problematizada a paternidade como lugar fixo da moralidade. No caso do suicídio, são indicadas algumas fontes filosóficas e analisados os mecanismos de rejeição radical ao suicídio dos pontos de vista médico, jurídico e religioso.

No terceiro capítulo, trata-se da supressão da vida por meio do homicídio. É também neste capítulo que o autor aborda a relação amo/escravo como tentativa não de suprimir fisicamente um ser, mas de suprimi-lo como vontade. No capítulo seguinte, Cabrera mostra como na estruturação atual da sociedade se pratica uma sistemática ocultação de tudo aquilo que foi elucidado nos capítulos anteriores.


Em seguida, o autor critica a convicção dos valores morais – e, por conseguinte, da imoralidade – terem um “lugar fixo” (procriação, paternidade, família, propriedade, heterossexualidade etc., em oposição a abstinência, prostituição, roubo, homossexualidade etc). Por fim, Cabrera pratica uma dialética da dualidade saber/ignorar, colocando os próprios limites daquilo que o filósofo é capaz de dizer acerca de questões éticas.
A ética e suas negações – Não nascer, suicídio e pequenos assassinatos propõe uma nova forma de pensar sobre a vida e seus valores.






Livro: A CASA DA FELICIDADE
Subtítulo: 9 ambientes para encontrar a si mesma e superar as pequenas imperfeições da vida
Autor: Lucy Danziger e Catherine Birndorf 
Tradução:Lourdes Menegale
ISBN:978-85-325-2650-2
Páginas:304
Formato : 14x21
Preço : R$ 42,50 














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Sinopse:


Editora-chefe da revista americana Self, destinada ao público feminino, Lucy Danziger conhece muito bem as pressões que a mulher moderna enfrenta: a dupla jornada em casa e no trabalho, os problemas afetivos, a falta de tempo para os filhos, a responsabilidade financeira, o medo do fracasso, a cobrança por uma aparência física condizente com os padrões de beleza em voga. Ela também sabe que, mesmo quando essas questões são resolvidas e tudo parece perfeito, a autossabotagem, a culpa e o estresse impedem que a felicidade seja experimentada de forma plena. Disposta a ajudar as mulheres a aprender a apreciar os bons momentos e vivenciar uma existência feliz, Lucy se uniu à psiquiatra Catherine Birndorf, especialista em saúde mental, e escreveu A casa da felicidade – 9 ambientes para encontrar a si mesma e superar as pequenas imperfeições da vida, que a Rocco publica no Brasil.
Histórias reais, recolhidas em entrevistas realizadas durante quase dois anos nos Estados Unidos, servem de gancho para esse verdadeiro manual para a melhoria da qualidade de vida. Lucy e Catherine utilizam-se da metáfora de uma casa, onde cada ambiente representa uma área emocional diferente: o quarto corresponde à intimidade – sexo, amor, desejo; o banheiro, aos problemas de saúde e bem-estar; a sala de lazer, aos filhos e pais; o porão é o local das memórias de infância e dos anos de formação; a sala de visitas abriga amigos, vizinhos e comparações; a cozinha é relacionada ao sustento emocional; o quarto das crianças abriga a questão da maternidade; o escritório é ligado à carreira e às demandas financeiras; e, por fim, é no sótão que ficam guardadas as expectativas para o futuro. Cômodo a cômodo, as autoras ensinam como fazer uma faxina emocional em cada ambiente, permitindo que cada leitora identifique padrões de comportamento que minam suas chances de felicidade e adote uma atitude mais saudável.
Para isso, Catherine examina cada um dos relatos, da publicitária que fica furiosa ao ser criticada profissionalmente à dona de casa apavorada porque seu corpo de 50 anos não reflete sua mente inquieta, passando pela assistente administrativa que se realiza socialmente na internet e a jovem que não consegue ter uma vida sexual satisfatória com o homem que quer se casar com ela. Com precisão, a médica identifica os pontos nos quais cada mulher deve focar e as ações sabotadoras que deve abandonar, orientando-as a encontrar o equilíbrio necessário para que possam ter a coragem de mudar. Afinal, como Lucy e Catherine ensinam, “tudo depende de você”. Basta dar o primeiro passo, depois outro e mais outro.








Livro: TALISMÃ
Autor: Teresa Frota 
ISBN:978-85-62500-24-4
Páginas:40
Formato : 20,7x26,5
Preço : R$ 34,50 









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Sinopse:


O cachorro fugiu! Nas ruas e nas praças da cidade, um burburinho só. Todos comentavam o sumiço de Talismã e a inconsolável tristeza de sua pequena dona, Laurinha. Seus cachinhos dourados não paravam de balançar, enquanto as lágrimas corriam pelos olhos. Um pequeno descuido em casa e o bichinho de estimação viu um novo mundo se abrir diante dos seus olhos. Para um cachorrinho que só sabia que a noite começava quando o pai de Laurinha chegava do trabalho, do lado de fora as luzes da cidade, das estrelas, da Lua – tudo chamava a sua atenção – não deixavam dúvidas: de focinho esticado e orelha em pé, Talismã saiu vira-latando por esse mundão afora, ainda desconhecido.
Após conhecer o anoitecer e sentir suas patinhas molhadas pelo mar, em certo momento, Talismã se viu perdido e sozinho no meio do frio, da chuva e da escuridão. A essa altura, reencontrar os abraços quentinhos de Laurinha era tudo o que ele poderia desejar. O Sol, despontando no horizonte, deixou uma pontinha de esperança no ar. O que aconteceu depois, até a Lua enxerida e as Estrelas curiosas apareceram para observar.
Mais do que a fuga de um cachorrinho, o livro trata da especial relação de amizade entre uma criança e seu bichinho de estimação, sugerindo uma dependência mútua. Partindo da repetição de frases como “Se cachorro chora, ninguém sabe. Mas Talismã chorou”, a autora faz alusão à ideia que as pessoas têm, em geral, sobre a humanidade de sentimentos, sobretudo, dos cães. Com uma narrativa poética e cheia de rimas, permeada por ilustrações leves e curiosas, o texto de Talismã foi premiado pela União Brasileira de Escritores, na categoria infantil.

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