Lançamentos - Editora Rocco - #07#


Livro: APRENDI COM JANE AUSTEN
Subtítulo: Como seis romances me ensinaram sobre amor, amizade e as coisas que realmente importam
Autor: William Deresiewicz 
Tradução:André Pereira da Costa
ISBN:978-85-325-2681-6
Páginas:256
Formato : 14x21
Preço : R$ 34,50




William Deresiewicz tinha 26 anos quando conheceu a mulher que mudaria sua vida. E, para ele, pouco importava que ela tivesse morrido quase 200 anos atrás. A verdade é que até aquela época, o então estudante de pós-graduação, habituado à leitura de James Joyce e Joseph Conrad, nunca havia desejado ler Jane Austen, o que veio a acontecer meio por acaso e até contra sua vontade. O resultado, porém, não poderia ter sido mais revolucionário. Os romances da escritora inglesa que viveu entre 1775 e 1817, como pontua Deresiewicz, iriam ensinar-lhe tudo o que viria a saber a respeito do que realmente é importante na vida.

Em Aprendi com Jane Austen, Deresiewicz leva o leitor pelo caminho percorrido ao longo dos anos em que escreveu sua dissertação para a conclusão da pós-graduação em literatura, anos durante os quais foi se envolvendo cada vez mais com Jane Austen. Inicialmente, de forma impaciente e desconfiada; depois, entregando-se às histórias contadas por aquela que é considerada uma das mais importantes escritoras de língua inglesa de todos os tempos. Simultaneamente, narra momentos marcantes em sua própria vida a partir da leitura de Austen.


Deresiewicz dedica um capítulo a cada uma das seis obras de Jane Austen. Os livros não são ordenados de forma cronológica, mas de acordo com a ordem das leituras realizadas pelo autor, assim como pelas descobertas feitas por ele ao longo do caminho.
Emma é a primeira obra a ser esmiuçada. Dessa leitura, tira indicações sobre como encarar de maneira mais produtiva o cotidiano. Em seguida, comenta de forma detalhada o clássico Orgulho e preconceito, analisando o comportamento dos famosos protagonistas, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy. Entre a análise literária e observações pessoais, Deresiewicz divide com o leitor as transformações pelas quais foram passando seu pensamento, leitura após leitura.

O contato com seu orientador nada convencional e a leitura de A abadia de Northhanger revelam-se um aprendizado e tanto. Já a importância de ser autêntico é percebida ao ler Mansfield Park. A essa altura, Deresiewicz já está encantado com Jane Austen. Há, porém, ainda muito a ser aprendido, o que se confirma com a leitura de outros dois conhecidos livros da escritora inglesa: Persuasão e Razão e sensibilidade.

Depois desse mergulho no universo de Jane Austen, Deresiewicz não seria mais o mesmo, tampouco sua vida e seu modo de agir diante do mundo. É parte disso que ele procura passar para quem deseja tirar melhor proveito de suas experiências de vida, ou simplesmente descobrir a literatura de Jane Austen, fonte inesgotável de encantamento geração após geração. Não é à toa que a autora permanece entre as preferidas dos jovens e sua obra segue inspirando múltiplas releituras e adaptações, de filmes a histórias em quadrinhos.

Livro: SONETOS DA PORTUGUESA
Autor: Elizabeth Barrett Browning 
Tradução:Leonardo Froés
ISBN:978-85-325-2670-0
Páginas:128
Formato : 12,5x20
Preço : R$ 19,50






Pouco conhecida do público no Brasil, a poeta inglesa Elizabeth Barrett Browning (1806-1861) é aclamada em todo o mundo pela crítica especializada, e seus sonetos figuram entre os mais populares da língua inglesa. Dona de uma biografia tão surpreendente quanto sua obra, Elizabeth publicou os Sonetos da portuguesa em 1850, tendo-os escrito anos antes, durante o período em que se correspondeu com o também poeta e futuro marido Robert Browning. É esta coletânea que chega agora aos leitores brasileiros pela Rocco, com tradução primorosa e um enriquecedor posfácio assinado por Leonardo Fróes.

Os sonetos narram a invulgar e imprevisível história de amor de Elizabeth e Robert, oito anos mais jovem que a escritora. O romance tem início quando a escritora, aos 40 anos, levando uma vida reclusa, recebe uma carta de Robert. Não bastasse a idade, avançada para o matrimônio naquela época, Elizabeth e seus irmãos tinham ordens expressas de seu excêntrico pai, Mr. Barrett, um homem rico, herdeiro de plantações na Jamaica, para nunca se casar; caso contrário seriam deserdados e afastados do convívio familiar.

Apesar de viver em reclusão e dada como “inválida” devido a dores recorrentes, Elizabeth produzia prolificamente. À época da troca de cartas, já havia publicado seus poemas em dois volumes e sua literatura já era conhecida na Inglaterra e nos Estados Unidos. Era natural, portanto, que recebesse cartas dos seus leitores. A primeira missiva enviada por Robert Browning demonstrava o profundo conhecimento do poeta sobre a sua obra e uma grande admiração pela mulher (mesmo sem conhecê-la pessoalmente), o que despertou o interesse de Elizabeth.

Mas a primeira visita demoraria quase seis meses para ocorrer. Ao longo de 20 meses, foram 574 cartas, que culminaram no casamento clandestino e na fuga para Paris e depois para a Itália, onde viveram até a morte da escritora, sempre na companhia de Miss Wilson, criada que acompanhou o casal na fuga, e de Flush, o fiel cocker spaniel que inspirou Virginia Woolf a contar a história deste amor (Flush, de 1933).

Durante a troca de correspondência, Elizabeth foi, passo a passo, delineando os seus sonetos. Por isso seus versos abrigam, segundo o tradutor e também poeta Leonardo Fróes, “três movimentos de definição muito clara: o da recusa inicial da amada, o do contágio do amor que se propaga (...) e o do coroamento glorioso do encontro (...)”.

Ainda que exista o movimento inicial da recusa, já no primeiro soneto a poeta demonstra indícios do seu interesse pelo “amor”, que ela ainda não houvera conhecido: “(...) ‘É a morte que me agarra?’ eu perguntava. ‘É amor’, a voz de prata me dizia.” Nos demais sonetos que seguem, fica clara a descrença de Elizabeth de que tal amor pudesse florescer, e a autora tenta mostrar as diferenças entre eles a fim de ratificar os destinos desencontrados de um e de outro.

Até que Elizabeth começa a dar vestígios do contágio do amor. Os sonetos seguintes comprovam a decisão de acolher e viver a sua história com Robert Browning e mostram a importância do amado em sua vida, capaz de extirpar o medo antes existente e de “cingir de cor” o coração da poeta, para usar uma de suas belíssimas imagens.


Livro: DENTRO DO ESPELHO
Autor: Tana French 
Tradução:Márcia Arpini
ISBN:978-85-325-2677-9
Páginas:496
Formato : 16x23
Preço : R$ 64,50



Forjar uma identidade e encarnar um personagem na vida real é rotina para policiais infiltrados em organizações criminosas. O que se faz, no entanto, quando este personagem aparece morto? Em Dentro do espelho, a irlandesa Tana French retoma alguns dos agentes da polícia de Dublin que apresentou em seu surpreendente romance de estreia, No bosque da memória, vencedor do prêmio Edgar 2008 e aclamado pela crítica nos Estados Unidos e na Europa, para descobrir o mistério que envolve o assassinato de uma jovem que usurpou a identidade forjada pela detetive Cassie Maddox anos antes.

Com o apoio de policiais de delegacias especializadas, Cassie deixa seu posto na divisão que atende casos de violência doméstica para voltar à pele de sua criação, a estudante universitária Lexie Madison. Cassie é confrontada não apenas com o corpo da moça que se fez passar por Lexie, mas com filmes e fotografias que a ajudam a compor essa nova personagem – com a qual se assemelha fisicamente, porém de quem desconhece os hábitos e o comportamento. Nos filmes estão também os quatro jovens que moravam com Lexie em um casarão, herdado por um deles. A casa, numa zona distante do centro de Dublin, está sendo reformada pelos próprios universitários, que vivem isolados, divertindo-se apenas entre si, sem utilizar computadores ou ver televisão.

O estranho e fechadíssimo grupo é visto pelos moradores do lugarejo próximo como os descendentes dos aristocratas que uma vez ocuparam a propriedade. No entanto, apesar do estilo de vida antiquado pelo qual os estudantes optaram, eles não nutrem qualquer sentimento de fidalguia em relação aos netos dos antigos serviçais do casarão. Ao mesmo tempo que encara os estudantes como celebridades, a população local se ressente com a decisão deles de permanecerem na propriedade, recusando ofertas de um grupo hoteleiro para transformá-la em resort turístico, criando oportunidades de emprego e proporcionando desenvolvimento econômico para a região.


Os personagens bem-delineados por Tana French mostram-se mais surpreendentes do que as dificuldades que a todo momento surgem em torno de Cassie – como adivinhar detalhes do cotidiano de Lexie, entre eles os alimentos que ela jamais ingeria, que podem revelar o estratagema montado pelos policiais. As descobertas evoluem naturalmente, como em uma investigação tradicional, enquanto a protagonista luta para não sucumbir ao charme dos companheiros de casa e para não perder o rumo de sua tarefa. Uma trama que se desenvolve em ritmo cuidadosamente lento, mas que prende o leitor desde as páginas iniciais, não apenas pelos mistérios a serem desvendados, mas principalmente devido ao confronto das escolhas pessoais de cada personagem em relação à vida e à modernidade.

Dentro do espelho mostra mais uma vez por que Tana French é considerada pela crítica estrangeira uma das vozes mais originais e marcantes na literatura policial contemporânea, com seu profundo senso de investigação psicológica e sua prosa absolutamente lírica e envolvente.




Livro: ODD E OS GIGANTES DE GELO
Autor: Neil Gaiman 
Tradução:Maria Beatriz Branquinho
ISBN:978-85-7980-076-4
Páginas:128
Formato : 13,7x20
Ilustração : Brett Helquist
Preço : R$ 20,00


Em um vilarejo da antiga Noruega, vive um menino estranho chamado Odd, e ele tem sérios problemas com a sorte: seu pai faleceu em uma expedição viking, uma enorme árvore caiu sobre a sua perna, deixando-o manco, e um interminável e rigoroso inverno está tornando os moradores do vilarejo perigosamente mal-humorados.

Para escapar das piadas dos vizinhos, Odd pensa em se refugiar na floresta, numa antiga cabana que costumava pertencer ao pai. Mas, antes de chegar lá, se depara com um urso, uma raposa e uma águia – três criaturas com a mais curiosa das histórias para contar, e uma missão muito perigosa para um menino com uma perna boa, uma perna bem ruim e uma bengala de madeira...


De repente, Odd se vê numa jornada incrível, mais estranha do que jamais poderia imaginar: ele precisa resgatar Asgard – a morada dos deuses – do domínio dos Gigantes de Gelo.

Para derrotar os Gigantes, trazer a paz de volta à cidade dos deuses e finalmente dar um fim ao terrível inverno que cobre aquele pequeno vilarejo na Noruega, é necessário um tipo muito especial de menino. Um menino alegre, e irritante, e esperto... Um menino exatamente como Odd.

Um comentário:

  1. Ai que legal esses lançamentos, já adicionei todos no Skoob *-*;

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