Lançamentos - Editora Rocco - #12#

Livro: O APRENDIZADO DA SRTA. BEATRICE HEMPEL
Subtítulo: Diário de uma jovem professora
Autor: Sarah Shun-Lien Bynum 
Tradução:Waldéa Barcellos
ISBN:978-85-325-2701-1
Páginas:192
Formato : 14x21
Preço : R$ 32,00




Sinopse do Livro 

Se existe algo que a srta. Beatrice Hempel acredita é que ela é uma terrível professora. Para tentar reverter esse quadro, a jovem faz de tudo um pouco. Libera os alunos cinco minutos mais cedo às sextas-feiras, começa o ano sempre lendo um livro que fala sobre o quanto os pais podem ser malvados com os filhos e faz de conta que não ouve quando os alunos falam mal dos outros professores. Ela não poderia estar mais equivocada, como se percebe ao longo da leitura de O aprendizado da srta. Beatrice Hempel – Diário de uma jovem professora, finalista do PEN/Faulkner Award em 2009. Os alunos adoram a professora criada por Sarah Shun-Lien Bynum, uma das 20 melhores ficcionistas norte-americanas da atualidade, segundo a prestigiada revistaNew Yorker.
Afinal, que outro professor seria capaz de oferecer à sétima série aquele livro de Tobias Wolff, repleto de palavrões? Nem mesmo os pré-adolescentes sentiram-se confortáveis no início. Porém, como os próprios pais e mães observaram na reunião de pais, havia muito tempo que os alunos não liam um livro de forma tão voraz – se é que alguma vez isso havia ocorrido. A própria Beatrice Hempel tinha uma atração especial por palavrões. Em casa, o pai a proibia terminantemente de dizê-los. Como descreve a autora, ela até desejou um dia se tornar uma pessoa de boca imunda, mas não teve muito sucesso.
Ao longo das páginas, a jovem professora vai relatando situações aparentemente corriqueiras da escola, enquanto recupera aqui e ali lembranças de sua própria infância. Reflete que na escola as crianças são livres para ser o que bem quiserem e sonhar com o futuro que acharem mais interessante. Beatrice Hempel lembra-se de quando ela mesma frequentava o colégio: “O maravilhoso na escola é isso, quando você vai bem no teste de matemática, pode um dia vir a trabalhar na Nasa, se o diretor do coral pede para que você cante um solo, já se imagina a Mariah Carey...”
Enquanto acompanha pequenas conquistas dos alunos dia a dia e algumas dela mesma, a protagonista revela ao leitor alguns dos acontecimentos de seu passado, não apenas as interações com o pai, mas seus relacionamentos amorosos e mesmo relacionamentos com seus alunos, a quem normalmente trata com a reserva e distância que os papéis de ambos sugerem. A partir dessas pequenas histórias, a autora vai apresentando o caminho de transição percorrido por Beatrice Hempel desde as inseguranças do início da carreira até atingir a maturidade.
Sarah Shun-Lien Bynum divide os relatos em oito capítulos, escritos de forma elegante e disciplinada, talvez como a própria Beatrice Hempel faria, caso ela se sentisse confortável escrevendo pareceres – especialmente aqueles sobre o comportamento e a evolução de seus alunos. A autora constrói assim um romance delicado, mas que reflete a complexidade e as nuances dos sentimentos e das relações humanas.


Livro: UMA VOZ VINDA DE OUTRO LUGAR
Autor: Maurice Blanchot 
Tradução:Adriana Lisboa
ISBN:978-85-325-2693-9
Páginas:160
Formato : 12x19
Preço : R$ 22,00




Sinopse do Livro 

Na linguagem musical, anacruse é o termo que designa a ausência de tempos no primeiro compasso de uma música. É, de uma forma mais simplista, o tom surdo que antecede e inaugura a duração de uma composição musical. O escritor, filósofo e teórico literário francês Maurice Blanchot (1907-2003) utilizou-se do termo para batizar o conjunto de ensaios sobre a poesia de Louis-René des Forêts, que, reunido com outros textos, sobre o filósofo Michel Foucault e os poetas René Char e Paul Celan, compõem o inédito Uma voz vinda de outro lugar, que chega às livrarias pela Rocco, responsável pela recente reedição de dois outros títulos do autor francês, os clássicosA parte do fogo e O espaço literário.
A escolha do termo não é por acaso. Blanchot usa temas da linguagem musical para pontuar suas considerações sobre a urgência do ser humano em expressar aquilo que pensa e/ou sente. Em um primeiro momento, através dos poemas de Forêts, ele nos apresenta o silêncio que propicia o pensamento, a palavra. E recorre a Hegel para sondar o enigma do “começo” (anacruse), sobre o qual Forêts ensina “É a dor de nascer a mais lancinante”. Essa “dor extrema” Blanchot a identifica como sendo a dor de deixar de não ser, lembrança que persiste até o final hegeliano, a “morte reparadora”. Mas Forêts não renuncia à voz indagadora da criança, que sobrevive e combate o niilismo da fase adulta, e que, mesmo sendo “ilusória como um sonho”, preserva “em si algo que dura”.
Da poesia de René Char, Blanchot interessa-se pela contingência da palavra. O autor traz à baila o profundo humanismo de Sócrates, que não admitia um discurso que não viesse atrelado ao indivíduo, não passando o registro escrito de um apêndice ao conhecimento que nasce da frescura do pensamento filosófico. Aterrorizava-o o “silêncio inumano” da escrita, que beira o inescrutável das potências divinas. Surge então Heráclito, para restituir à palavra o seu valor, confirmando seu caráter profético, mas compreendendo-a aquém da imponência sobrenatural apontada por Sócrates: “O Senhor cujo oráculo está em Delfos não exprime nem dissimula nada, mas indica.”.
Em Paul Celan, o autor detecta a necessidade de falar, como se desse ato dependesse a própria vida/morte sustentada pela palavra. “Não leias mais – olha!/ Não olhes mais – vai!”, advertem os versos de Celan pinçados por Blanchot, em um movimento em que a palavra – que em um momento é voz – se transforma nos olhos que apontarão o caminho a se tomar, embora esse caminho não leve a lugar algum.
Cético em relação à psicanálise, o Michel Foucault imaginado por Blanchot reconhece a dificuldade de mapear, através do discurso, esses caminhos percorridos pelo homem, seja nos acontecimentos históricos ou sociais, seja no fio conduzido pela filosofia. Negando o racionalismo esquemático do estruturalismo, que engessa a compreensão do ser humano na prancheta dos signos, Foucault declara – lembra Blanchot – que jamais escreveu outra coisa que não fosse ficção, expondo seu desdém à arrogante objetividade do conhecimento científico.
Tanto em sua aproximação de Foucault quanto em todas as falas retratadas em Uma voz vinda de outro lugar, Blanchot coleciona a vertigem e a estranheza que se experimenta ao tentar atender a esse chamado, esse silêncio que convida. É de Samuel Wood, alter ego de Forêts, que o autor colhe “O próprio silêncio diz mais sobre si do que as palavras”, ele próprio advertindo que mesmo assim “falemos, pois não temos outros instrumentos além das palavras”.


Livro: O DOMINGO DE RITA E TRECO
Autor: Jean-Philippe Arrou-Vignod & Olivier Tallec 
Tradução:Pedro Afonso Vasquez
ISBN:978-85-62500-30-5
Páginas:32
Formato : 16x18,6
Preço : R$ 21,50




Sinopse do Livro 

Era domingo e chovia lá fora. Rita queria brincar. Como não podia sair de casa, sua alternativa era se divertir com Treco, seu cachorro imaginário e sem nome, que, justamente neste dia, estava muito preguiçoso. Criativa, a adorável Rita tentava de todas as maneiras motivar o cachorro que dormia o tempo todo. “Mas Treco sofre de vertigem: prefere ficar na cama."
Depois de muitas tentativas frustradas, Treco resolve se pronunciar e propõe uma brincadeira diferente. Mas Rita descobre que ele queria trapacear e resolve dar o troco. O domingo passou rápido com as correrias e as brigas dessa dupla. Agora, Rita se preparava para dormir até o dia seguinte, mas, desta vez, Treco não tinha nem mais um pingo de sono. Já na cama, Rita contou-lhe uma história apavorante e dormiu tranquilamente. Já era noite e continuava a chover: Treco, assustado, não dormiria de jeito nenhum.
Capaz de fascinar igualmente crianças e adultos – com a aparente simplicidade das aventuras dessa inusitada dupla de amigos, e ilustrações irreverentes –, a obra é a terceira da coleção Rita e Treco, de enorme sucesso na França, que chega ao Brasil pelo selo Rocco Pequenos Leitores.


Livro: O COMPLÔ DE FRANKENSTEIN
Autor: Max Keller 
Tradução:Marta Fondelli
ISBN:978-85-7980-079-5
Páginas:328
Formato : 14x21
Série : Os Detetives do Impossível
Preço : R$ 39,50




Sinopse do Livro 

Com um ofício um tanto incomum, o investigador Massimo Polidoro desvendava fatos estranhos e bizarros pelo mundo, os quais sempre resolveu sem muito esforço; pelo menos até o dia 5 de outubro de 2010, quando um verdadeiro mistério ganhou forma, a partir de uma carta inesperada. “O papel amarelado e a tinta desbotada sugeriam que tinha sido escrita muito tempo atrás; ainda assim, descrevia com absoluta precisão aquilo que eu fazia naquele exato momento em que a lia.”
No decorrer da trama, documentos históricos valiosos, datados de 113 anos atrás. A história é arrepiante e recria a época de 1897, em que uma estranha criatura rondava a cidade de Londres. A imprensa suspeitava de que fosse o famoso monstro do dr. Victor Frankenstein.
O mistério não escapa das veias investigativas do curioso Homero, filho de um detetive da Scotland Yard, que acabara de se mudar para o local. Em uma série de acontecimentos que envolvem Homero e seu pai na chegada a Londres, eles conhecem Max Keller, personagem homônimo ao autor do livro, que é o “homem que tudo sabe”, misterioso e dotado de habilidades ilusionistas.
Entre os demais personagens do livro estão a corajosa e esperta Amélia Fay, cuja mãe era conhecida por falar com espíritos; e, compondo o Serviço Secreto, Blacky, Rusty e seus amigos, que vivem de expedientes nas ruas do submundo.
Homero e sua turma resolvem seguir os rastros da criatura e se envolvem em uma trama cheira de mistério, suspense e reviravoltas. Com ilustrações enigmáticas, portais mágicos que se abrem em paredes de tijolos e outros fatos bizarros, O complô de Frankenstein é uma aventura perfeita para os detetives do impossível!