[Resenha] Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado

Jessica Packwood levava uma vida tranquila no interior da Pensilvânia e esperava ansiosamente pelo início do último ano escolar. Seus planos eram se formar e conseguir uma bolsa de estudos para a faculdade, ganhar a olimpíada de matemática e namorar seu colega Jake Zinn.
Mas aí um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada, dizendo que Jessica pertence à realeza vampírica e lhe foi prometida em casamento para selar a união entre os clãs mais poderosos dos vampiros. E de repente Jessica percebe que sua vida está prestes a virar de pernas para o ar.
Para completar, Lucius fica hospedado na casa dela e faz de tudo para conquistá-la e atrapalhar seu flerte com Jake. Com a desculpa de que está fazendo intercâmbio, ele gruda em Jessica na escola e humilha todos os outros alunos da aula de literatura. O romeno esnobe e perfeitinho tira a garota do sério, mas logo começa a se encantar pelo estilo de vida local e a rever seus conceitos.
Jessica, por sua vez, vivencia uma importante autodescoberta e sofre uma transformação física e psicológica, fazendo as pazes com seu passado e chegando a uma encruzilhada: ela deve ignorar o pacto de casamento e tocar sua vida simples ao lado da família e do namoradinho do colégio ou se abrir para uma experiência surreal e se unir a Lucius por toda a eternidade?



Jessica, nossa heroína, não queria se apaixonar por um vampiro. Não estava na lista de suas prioridades.  Não era uma fantasia dela – foi um tiro no escuro – mas o caso é que nosso estranho vampiro, diga-se de passagem, lindo vampiro, entra em sua vida, alegando ser um estudante de intercâmbio. A verdade? Os dois eram noivos desde bebês, na Romênia. Quando Jessica se chamava Antanasia. Que nome horrível é esse? Ela ficou órfã, foi adotada por um casal de americanos e levada para os Estados Unidos.
Lucius Vladescus, nosso herói, está aqui para informá-la não apenas de seu compromisso, como também, que ela é uma princesa vampira. Bem, na verdade ela ainda não é uma vampira, para tanto ela precisa ser mordida por seu consorte. Será que ela quer ser uma princesa? Ou melhor, uma princesa vampira? Será que ela quer casar com Lucius? Bom, de primeira a resposta é não. Não, pois ela nutre uma forte paixão, pelo sempre adorável e muito comum Jake Zinn. E ela está mais do que excitada por Jake para se interessar por quem quer que seja.
Mas Lucius está sempre a espreita. Assistindo. Protegendo. Sendo irracional e sempre assustador, e no caminho, bem lentamente, Jessica começa a gostar dessa insistência e começa a ser tentada por seus encantos. Ansiando por seu beijo, seu toque e sua... mordida. Mas quando ele percebe esse interesse, começa a ter pensamentos controversos. Será que quer realmente transformar Jessica em uma vampira? Talvez ser educada na América a tenha tornado uma jovem frágil, sem possibilidades de governar. Ela se tornaria então inadequada para a tarefa de governar como uma vampira? Porque faria isso com ela?
Quanto mais ele resiste, mais ela deseja. Então Lucius decide mudar seus planos e se envolve com a famigerada Faith. E, Jessica morre de ciúmes.

***Este livro foi um presente, que eu adorei. Foi de certa forma divertido. Achei estranha a forma de Lucius se pronunciar. Não sei ao certo o século da tradição narrativa que ele empregou, talvez estivesse tentando se empenhar para ser tornar um vampiro adequado, por esse motivo não posso compará-lo a nenhum herói moderno. Afinal, vampiro é vampiro em qualquer época. Só achei que parecia autentico e sim estereotipado, falando inglês com um singular sotaque europeu. Bom, não foi problema pois consegui me acostumar durante a evolução do romance. Mas me deu algumas sacudidas durante a narrativa. Portanto não foi grande coisa. Quanto a Jessica, um conceito que leva algum tempo para se acostumar. Seus pais eram vampiros, mas ela não. Não até ser mordida por seu marido. Mas conforme ela cresce, amadurece, seu corpo anseia pela mordida do vampiro. Que mudança... Mas isso significa que Lucius nasceu um vampiro e como tal foi criado? Ele nasceu vampiro? Não precisou ser mordido? Ou se transformou durante a puberdade? E como são todos esses vampiros tendo bebês para começar? Como os mortos-vivos se reproduzem? Será que se enquadram realmente na categoria de mortos-vivos? Creio que não, já que Lucius se comporta como se estivesse vivo, crescendo, se modificando, amadurecendo, se tornando em adulto. Sou um tanto quanto detalhista, portanto não sei bem no que a autora estava pensando quando idealizou a estória, a verdade é que existem muitas lacunas, muitas perguntas que ficam no ar sem respostas. O conteúdo é ótimo, mas poderia ter sido mais explorado, sem que Lucius tivesse se envolvido com a insuportável da Faith, como ele mesmo a definiu na parte final do livro. Mas não foi de todo mal, já que me prendeu até o fim. A evolução de Jessica foi fundamental, adorei a forma em que ela se converte em uma adolescente confiante. Apesar dos meus muitos argumentos, confesso que o livro me agradou muitíssimo.***