Lançamentos - Editora Rocco - #15#

Livro: O PASSEADOR
Autor: Luciana Hidalgo 
ISBN:978-85-325-2715-8
Páginas:192
Formato : 14x21
Preço : R$ 26,00 





 

Em seu primeiro livro de ficção, O passeador, a jornalista Luciana Hidalgo – duas vezes ganhadora do Jabuti, por Arthur Bispo do Rosario: O senhor do labirinto e Literatura da urgência: Lima Barreto no domínio da loucura, nas categorias reportagem e teoria literária, respectivamente – segue a linha dos autores que viram o Rio de Janeiro como um grande espaço para o passeio e a observação da sociedade, tendo como protagonista ninguém menos que o autor de Triste fim de Policarpo Quaresma.
Inspirada por obras como A alma encantadora das ruas, de João do Rio, e Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, do próprio Lima Barreto, a autora conduz o leitor por um passeio pelo Rio de Janeiro do “bota abaixo”, como ficou conhecida a reforma urbana empreendida pelo prefeito Pereira Passos no início do século XX, revisitando um período importante da história da cidade a partir do ponto de vista de um de seus maiores observadores, e por meio de um enredo ficcional costurado à perfeição.
No livro, escrito com o apoio da Bolsa Funarte de Criação Literária, Afonso (primeiro nome de Lima Barreto) desfila seu senso crítico sobre a completa transformação da sua cidade, que atropela as moradias dos pobres para erguer uma “Paris das Américas”, asséptica e metida a besta, aos moldes da reforma Haussmann na capital francesa. “Quanto mais percorre essa cidade em fendas, devassada em seus avessos, mais amaldiçoa a reforma urbana”, escreve a autora sobre um desalentado Afonso a arrastar os pés pela terra seca de onde vai se erguer a Avenida Central, futura Rio Branco, que abre e fecha o livro.
Na trama, que Luciana desenvolve em meio a uma minuciosa pesquisa sobre a época em que o Rio de Janeiro ganhava os contornos que seriam a sua marca no século XX, ela inclui um sebo na rua Gonçalves Dias, frequentado avidamente pelo tímido Afonso, mantido por Tiago, um português rabugento, e Sofia, a discreta funcionária apaixonada por livros e curiosa em relação ao comportamento de Afonso. Ela o segue pela cidade em metamorfose, é uma sombra, uma personagem que aos poucos se concretiza, passeando com ele na rua do Ouvidor, no Passeio Público, ou em meio às demolições.
O passeador também mostra, com riqueza de detalhes, a transição da iluminação feita à base de lampião para a iluminação a gás, mais um elemento da modernidade atropelando os escombros de uma cidade que ia perdendo seus ares provincianos. O passeador Afonso percebe com tristeza essa mudança brusca e se sente deslocado, “desterrado em si mesmo”. Luciana faz seu protagonista caminhar por ruas extintas, imagens que se perderam, personagens que se tornaram folclóricos, como o acendedor de lampião, conhecido como “profeta”.
Afonso é pequeno funcionário público, mulato num país que recentemente abolira a escravidão, mora no distante subúrbio e tem um pai que começa a sofrer da loucura. Acima de tudo e todos os problemas, no entanto, está a paixão pela literatura, que supera o preconceito, a discriminação, a falta de dinheiro e, com o tempo, a relação íntima com a bebida. Um “flâneur engolido pelas ruas”, assim ele se sente.
Luciana Hidalgo, que estudou seu protagonista profundamente, presta com esta ficção uma homenagem à literatura feita de forma sincera, sem preocupação com as pompas e homenagens que tanto aborreciam o jovem Afonso. O escritor é visto aqui como um “deus deslocado a inflacionar a vida com emoções falsas”, como bem o disse Sofia num momento de reflexão sobre a sua relação de leitora com os autores preferidos, reflexos de amigos feitos e amores emprestados.


Livro: ARTHUR BISPO DO ROSARIO
Subtítulo: O senhor do labirinto
Autor: Luciana Hidalgo 
ISBN:978-85-325-2671-7
Páginas:192
Formato : 16x23
Preço : R$ 49,50 





 

Trancado num quarto-forte da então Colônia Juliano Moreira, hospício carioca, Arthur Bispo do Rosario criou, ao longo de 50 anos, um mundo novo. Miniaturas, mantos, estandartes brotaram de suas mãos, ganharam cor, deram um novo sentido, uma outra estética à sucata do asilo psiquiátrico. Para Bispo, tratava-se de uma obra ditada por anjos, para ser apresentada a Deus no Juízo Final. Para vários críticos, no entanto, era pura arte.
Em 1989, o paciente – diagnosticado pela psiquiatria como esquizofrênico-paranoico – morreu e deu passagem a um artista plástico consagrado, devidamente inserido no circuito da arte contemporânea. Em 1995, seus bordados, assemblages e estandartes representaram o Brasil na Bienal de Veneza e até hoje são expostos nos mais prestigiosos museus internacionais.
Em Arthur Bispo do Rosario – O senhor do labirinto, que ganha nova edição, revista e ampliada, Luciana Hidalgo se equilibra entre o delírio e a realidade para desvendar uma das personalidades mais impressionantes do país. Premiado com o Jabuti na categoriareportagem em 1997, o livro tornou-se referência ao abordar a delicada questão do tratamento de usuários de serviços de saúde mental e a relação íntima entre loucura e criação artística, a partir da vida e obra de Bispo do Rosario.
Com uma narrativa fluente, herdada da carreira jornalística da autora, e um enriquecedor encarte de fotografias do artista e de suas obras, O senhor do labirintofoi a primeira biografia de Bispo do Rosario e mantém-se como uma das principais fontes de pesquisa sobre esse sergipano descendente de escravos. O livro foi adaptado para o cinema e deu origem ao filme homônimo de Geraldo Motta (codireção de Gisela de Mello), com roteiro da autora e do diretor. Vencedor do prêmio de melhor filme pelo voto popular no Festival do Rio em 2010, o longa-metragem tem lançamento previsto para 2012.


Livro: O CAMINHO PARA A FELICIDADE SUPREMA
Subtítulo: Sete chaves para uma jornada de alegria e iluminação
Autor: Deepak Chopra 
Tradução:Rosana Watson
ISBN:978-85-325-2700-4
Páginas:128
Formato : 14x21
Preço : R$ 20,00 



 

O propósito da vida é a expansão da felicidade. Mas a maioria das pessoas vive sob a impressão de que ela vem do conforto material, do sucesso, do acúmulo de riquezas, de ser saudável e ter bons relacionamentos. Segundo a Psicologia Positiva, outros fatores podem contar, como a predisposição genética. No entanto, quase 50% do nosso bem-estar depende da disposição para fazer as outras pessoas felizes. Este é um caminho rápido para a felicidade, e, com efeito, duradouro. Em seu novo livro, O caminho para a felicidade suprema, o escritor indiano Deepak Chopra questiona tais afirmações. Sem refutar completamente a importância de tais fatores, o livro aponta outros possíveis caminhos potentes para a realização da felicidade humana.
Quando mente, corpo e espírito estão em harmonia, a felicidade é o resultado natural, enquanto os sinais de desarmonia são o desconforto, a depressão, a ansiedade e as doenças em geral. No livro, o autor aponta sete chaves que vão ajudar na construção da felicidade plena e iluminada. É necessário, porém, estar atento aos sinais.
Segundo Chopra, o primeiro sinalizador é o corpo. Quando ignoramos o corpo, o colocamos na mesma situação aflitiva de uma criança abandonada. Mas se prestarmos atenção nele, atendendo suas necessidades e respeitando seus limites, nos mantemos ligados à fonte da criação, estaremos mais aptos a percebermos e vivenciarmos a felicidade plena.
Outro ponto fundamental é a construção da verdadeira autoestima. No entanto, a maioria das pessoas confunde este conceito com auto-imagem. A autoimagem é criada quando nos identificamos com coisas exteriores a nós, como dinheiro e poder, e ansiamos por aprovação; já a verdadeira autoestima é uma experiência interior que acontece quando nos relacionamos profundamente com nosso verdadeiro ser.
Existem também outros empecilhos para a realização humana. Um dos mais graves é o desenvolvimento de hábitos e relacionamentos tóxicos, assim como substâncias tóxicas. Emoções como raiva, ansiedade e culpa, somadas a desequilíbrios no estilo de vida, também colaboram para uma vida infeliz. O grande desafio é superar os condicionamentos e ensinar o cérebro a sentir o mundo de uma maneira direta, sem as toxinas emocionais.
Além de evocar conceitos da cultura hinduísta, da meditação e do yoga, o autor estabelece ainda analogia com as novas pesquisas das áreas da psicologia, da neurologia e até da física quântica. Escrito em uma linguagem acessível, e complementado através de exercícios aplicáveis à vida cotidiana, O caminho para a felicidade suprema auxilia na mudança de conceitos arraigados e difíceis de serem transformados. Todos temos interesse em viver em estado de felicidade verdadeira e duradoura. E é estimulante pensar que felicidade gera felicidade. Este sentimento, quando conectado com a consciência plena de si mesmo, tem a capacidade de viajar na velocidade da luz. A obra de Deepak Chopra nos incita a iniciar a viagem com alegria e coragem.


Livro: O NATAL DO PEQUENO NICOLAU
Autor: René Goscinny e Jean-Jacques Sempé 
Tradução:Pedro Karp Vasquez
ISBN:978-85-7980-063-4
Páginas:144
Formato : 14x20,5
Série : O Pequeno Nicolau
Preço : R$ 20,00 



 

O fascinante universo do clássico francês O Pequeno Nicolau chega ao sexto livro de oito volumes com histórias inéditas a serem lançadas no Brasil pela Rocco. Desta vez, o esperto e travesso personagem aproveita a chegada do Natal para colocar em prática suas confusões.
Ao receber o conselho dos pais de que deveria ser generoso nesta época, e que, ao invés de pedir presentes para ele, deveria pedir para os seus amigos e pessoas que ama, Nicolau cria uma lista de presentes inusitada para o Papai Noel: “O que meus pais gostariam de ganhar seria um carrinho no qual eu possa entrar e dirigir e que anda sozinho sem que seja preciso pedalar e que tem faróis que acendem de verdade. (...) Para mim mesmo, como já disse, não quero nada”.
Após um ato de “generosidade” com a família e todos os seus amigos, Nicolau coloca sapatinhos em frente ao aquecedor do seu quarto – já que a casa da família não tem lareira – para receber os presentes. Enquanto seus pais terminam os preparativos, pequenos incidentes transformam-se em grandes ocorrências na visão divertida e inocente do garoto.
As artimanhas de Nicolau continuam quando todos chegam à escola exibindo os presentes que ganharam no Natal, e o de Godofredo, que tem o pai muito rico, causa grande disputa entre a turma. Alceu, Rufino, Agnaldo, Eudes, Clotário, Joaquim e Maximiliano também entram em cena, claro, para viver muitas aventuras e confusões ao lado de Nicolau.
Tão popular quanto seu conterrâneo O pequeno príncipe, o personagem criado por Goscinny e Sempé ganhou uma série de homenagens na França em seu cinquentenário, em 2009, e foi parar inclusive nas telas de cinema no longa O Pequeno Nicolau, dirigido por Laurent Tirard. Desde 1959, a série O Pequeno Nicolau vendeu mais de nove milhões de exemplares na França e ganhou traduções em 37 línguas.
As histórias inéditas da dupla, editadas por Anne Goscinny, filha do escritor, em parceria com o ilustrador Sempé, ultrapassaram a marca de um milhão de exemplares vendidos na França desde que foram lançadas, em 2009. Da série, a Rocco publicou também A volta às aulas do Pequeno NicolauAs brincadeiras do Pequeno NicolauOs vizinhos do Pequeno NicolauA viagem do Pequeno Nicolau e As surpresas do Pequeno Nicolau.