Resenha | Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins


"Tenho três desejos bem simples. Sem dúvida, pedir por eles não é demais. O primeiro é participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. Quero uma peruca que, de tão trabalhada, poderia engaiolar um pássaro e um vestido tão largo que eu só serei capaz de entrar no salão através de portas duplas. Mas, quando eu chegar lá, vou segurar as saias no alto para revelar um par de coturnos de plataforma, só para que todo mundo veja que, por baixo dos babados, sou durona feito punk rock.
O segundo é que meus pais aprovem meu namorado. Eles o odeiam. Odeiam seu cabelo descolorido, sempre com raízes escuras, e odeiam seus braços, tatuados com teias de aranha e estrelas. Dizem que ele tem um ar de superioridade e um sorrisinho presunçoso. E estão fartos de ouvir a música que ele toca explodindo de meu quarto e cansados de brigar por causa da hora que eu devo voltar para casa sempre que saio para ver a banda dele tocar em clubes.
E meu terceiro desejo?
Nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell. Nunca Mais."

Sinceramente, acho que os livros de Stephanie Perkins não tem o reconhecimento devido, porque eles tem capas que são conflitantes.
Meu problema com essa capa é que: a) Eu simplesmente não consegui ler esse livro em público sem ter sido incluída em algum tipo de piada irritante de meus colegar e conhecidos. b) Os modelos das capas nada tem a ver com os personagens.
Perkins passa muito tempo descrevendo a aparência de seus personagens que eu acho difícil de acreditar que, a editora (não estou recriminado a Editora Novo Conceito, já que apenas repetiu a capa original que foi publicada nos Estados Unidos) não tomou o devido cuidado em escolher os modelos da capa. Sim, eu vejo que a garota da capa está vestindo uma roupa peculiar e um cabelo divertido, mas ela não parece estranha o suficiente para ser Lola. E se estamos a interpretar essa imagem como Lola quando ela está com Cricket, então ela deve estar bem mais colorida, certo? Não em roupas pretas. Cricket deveria estar recheando calças mais apertadas. (Sim, sim, eu sei que estou sendo super exigente, mas guarda-roupas de personagens são tanto uma parte da história que me irritava que os detalhes não estavam na capa).
Às vezes, os livros se apresentam complexos, com personagens femininas conflitantes (como Lola) que passam por situações de vida difíceis. E ás vezes essas garotas tomam decisões estúpidas (como Lola faz). Lola aprendeu algumas lições que a fizeram mais forte, mais auto suficiente.
Se você visse Lola Nolan andando na rua, certamente iria olhar.
Mesmo na população excêntrica de São Francisco, Lola se destaca. Ela é uma ousada e criativa designer de  roupas. Cada roupa que ela cria é uma fantasia fantástica. Completa com acessórios cuidadosamente escolhidos e elementos artesanais. Apesar de seu senso de estilo único, por vezes, leva a inaptidão social na escola, àqueles que conhecem e amam Lola entendem que seu figurino é apenas uma parte do que ela é.
Para completar a imagem descontroladamente excêntrica de Lola, é que ela tem um namorado aspirante a estrela do rock, Max. Max é mais velho, muito mais velho. Ele tem vinte e dois e ela dezessete. Max não gosta dos pais super-protetores de Lola. Ela está se sentindo insegura sobre seu relacionamento, mas Max é tão legal e ela se sente tão adulta quando está com ele, e não consegue decidir o que fazer.
As coisas ficam complicadas quando o primeiro amor de Lola retorna. Cricket Bell, muda-se para a casa ao lado depois de algum anos de distância. Os anos foram bons para Cricket. Lola se encontra inesperadamente suspirando sobre a bondade de Cricket - e suas calças apertadas e de estilo moderno.
Infelizmente, Cricket vem com uma irmã gêmea, Calliope. Ela é uma estrela em ascensão da patinação artística. E, como toda irmã gêmea, é muito possessiva em relação ao irmão. Calliope quer que Lola fique longe de Cricket. E, Lola adoraria que Calliope desaparecesse.
Fico animada toda vez que recordo os personagens desse livro. Perkins criou esse grupo maravilhoso de personagens. Peculiares, falhos e ainda assim amáveis. Tão reais. Em alguns momentos eles me irritavam, é porque eles faziam coisas que me irritam na vida real. Eu acho que é por essa razão que os livros de Stephanie Perkins são muitos divertidos de se ler.
Lola não só tem que lidar com algumas complicações em sua vida amorosa, mas também familiar. Ela foi adotada, e sua mãe biológica, Norah (irmã de seu pai adotivo), por vezes, entra e sai da vida de sua família. Lola se sente muito desconfortável com respeito a sua mãe biológica.
Os pais adotivos de Lola, os dois pais, são personagens fantásticos. Perkins descreve um retrato surpreendente de como uma família com dois pais, pode funcionar tão bem quanto uma família que tem pais heterossexuais.
Depois de uma intensa acumulação de angústia e frustração, Lola tem este período realmente adorável de crescimento perto do fim do livro. Ela termina seu relacionamento com Max. Ela se veste de preto, concentra-se no trabalho e na escola, e tenta descobrir do que precisa para ser feliz e se sentir realizada. Embora ela deseje mergulhar de cabeça em um relacionamento com Cricket, ela sabe que precisa de algum tempo para se corrigir. Admirável. Depois do tumulto dos primeiros dois terços do livro, era bom enfim ver Lola forçando a si mesma. O que tornou o livro gratificante.
Quando Lola salva o dia com suas habilidades, faz com que você tenha vontade de levantar e aplaudir. 

5 comentários:

  1. Tão fofo esse livro! Foi um dos que mais esperei o ano todo pra lançar. Muito bonitinha a história ^^

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  2. acredite ou não nunca li nada dessa autora, mas ela está bem falada e seu livro foi um super lançamento e estou doida para ler!!!

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  3. Adoro a Perkins, quero muito poder ler mais um livro dela. Beijos

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  4. Eu estava louca pra ler lola, mas ainda não tive tempo. Mas pelas resenhas vejo que ela é muito marrenta.

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  5. Nunca li nada dessa autora, mas só comentários positivos sobre esse livro.

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