Editora Intrínseca - Lançamentos de Janeiro


As faces de Salinger
Novo livro de Jojo Moyes Editora Intrínseca
Homeland em janeiro
Leticia e os Verissimos
Três vezes Gaiman
Um cartaz mais que OK
Colunista Leticia Wierzchowski
Colunista Pedro Gabriel
Lançamentos de janeiro
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AS FACES DE SALINGER

J.D. Salinger nunca gostou de aparecer. Mesmo após o grande sucesso do livro O apanhador no campo de centeio, publicado em 1951, o autor optou por não desfrutar da fama. Desde jovem Salinger tinha como objetivo emplacar seus contos na revista New Yorker. Aos 22 anos, conseguiu ser aceito, o que para ele significava uma grande realização como escritor. Com o tempo, sua carreira literária deslanchou e, em paralelo, sua vida seguiu: momentos de horror na Segunda Guerra Mundial (que deixaram muitas sequelas psicológicas), a aproximação da religião vedanta, os relacionamentos conturbados, o nascimento de seus filhos e o lançamento de suas outras obras, que influenciaram fortemente diversas gerações de novos leitores.
Após nove anos de pesquisa e mais de duzentas entrevistas, o roteirista e diretor Shane Salerno e o escritor David Shields publicaram Salinger, um retrato vívido de um dos maiores autores do século XX. No Brasil, o livro será lançado em janeiro de 2014.

Veja aqui algumas fotos que estarão em Salinger:

Leticia e os Verissimos

A escritora Leticia Wierzchowski inicia o ano na TV. Não se trata de despontar como atriz, mas seu trabalho de adaptação de algumas obras da família Verissimo pode ser acompanhado na TV Globo com a minissérie O tempo e o vento, no ar até o dia 3 de janeiro, e no GNT com a série Amor Verissimo, que estreia em 8 de janeiro. Entre as curiosidades sobre o processo de roteirização, Leticia revela que, durante os sete anos em que esteve envolvida no projeto de O tempo e o vento, escreveu alguns livros, entre eles Sal, lançado pela Intrínseca em julho de 2013. Leia a entrevista que fizemos com a gaúcha.
O processo para escrever um livro é bastante solitário, e roteirizar parece ter um ritmo bem diferente, com a possibilidade de envolver um número maior de pessoas. Como você percebe esses dois trabalhos? É possível conciliar os dois ou você costuma se dedicar a um projeto por vez?
São processos diferentes, é claro. Um romance dá ao autor completa autonomia criativa, uma liberdade incondicional. O autor precisa apenas ter domínio da sua narrativa, levando o leitor para o universo que ele construiu. Um roteiro envolve uma coisa muito importante: custos. Num romance, as palavras erguem um universo inteiro. O roteiro tem que contornar várias limitações previamente impostas, e essa é uma etapa muito discutida, que envolve várias outras pessoas ao longo de todo o processo. Eu gosto muito da liberdade do romance – de ser uma espécie de deus que cria o seu mundo. Mas, nos trabalhos que fiz como roteirista, gostei da troca humana que todo o processo proporciona, desde a escritura do roteiro até o final da filmagem. É um bom contraponto à solidão do escritor.
Dá para conciliar os dois, até mesmo porque um filme como O tempo e o vento leva sete anos para ser concluído. Nesse espaço, escrevi vários livros.
O tempo e o vento é o seu segundo trabalho na TV Globo, após o estrondoso sucesso de A casa das sete mulheres, ambos uma parceria com o diretor Jayme Monjardim. O público pode esperar uma nova parceria?
Vamos ver o que a vida nos trará… A casa das sete mulheres foi uma adaptação de um romance meu, e o roteiro da televisão foi da Maria Adelaide Amaral e do Walter Negrão. Nesse trabalho que entrou no ar no dia primeiro de janeiro, eu sou a roteirista junto com o Tabajara Ruas, e com a participação do meu marido, Marcelo Pires.
Não é a primeira vez que você trabalha com o seu marido, que é publicitário. Na série Amor Verissimo vocês assinam alguns episódios. Como foi o processo de criação em dupla? Existe uma liberdade maior para intervir nas propostas sugeridas por cada um? Você prefere escrever a sua parte separadamente ou todo o roteiro é feito em conjunto?
Marcelo me conheceu pelo meu melhor lado: ele leu meu primeiro romance e adorou. Enviou um e-mail para mim e foi até Porto Alegre me conhecer (ele morava em Sampa naquela época). Portanto, sempre brinco, casei-me com o primeiro leitor que me escreveu… Temos uma afinidade criativa muito forte. Marcelo é um grande leitor, um leitor muito criterioso. Esse universo da literatura e dos roteiros é uma coisa que adoramos, um objeto de troca muito boa no nosso relacionamento. Trabalhar com ele é muito fácil para mim. A gente costuma escrever juntos, no mesmo computador. Só brigamos para ver quem vai digitar… (risos).
Em janeiro você está no ar com dois grandes projetos, ambos da família Verissimo. É uma feliz coincidência, não acha? Se tivesse que escolher um próximo projeto a ser roteirizado, qual seria?
Uma deliciosa coincidência mesmo. Sou fã dessa família toda. Eu gostaria de seguir com o Amor Verissimo, pois foi muito divertido de fazer. E quem sabe um dia adaptar um livro meu? Seria um caminho natural.
O tempo e o vento é uma obra de Erico Verissimo exibida na TV Globo em três capítulos, no ar após a novela Amor à vida até o dia 3 de janeiro. O GNT lança a série Amor Verissimo, adaptação de crônicas de Luis Fernando Verissimo, no dia 8 de janeiro, às 22h30.

Veja  o teaser de Amor Verissimo:

Novo livro de Jojo Moyes


Uma pintura impressionista é o elo entre a jovem francesa Sophie Lefèvre, que viveu na época da Primeira Guerra, e Liv Halston, que mora em Londres nos anos 2000. Presente de seus respectivos maridos com o passar dos anos, o quadro transformou-se em um objeto cobiçado e de valor inestimável. A luta de Liv para continuar como proprietária da obra de arte revela os riscos que alguém é capaz de correr para preservar as lembranças de um verdadeiro amor. Esse é o tema do novo romance de Jojo Moyes, A garota que você deixou para trás, com lançamento no dia 25 de janeiro.
A escritora inglesa já é conhecida dos leitores brasileiros pelos livros A última carta de amor e Como eu era antes de você, ambos publicados no Brasil pela Intrínseca.


DOSE DUPLA DE HOMELAND EM JANEIRO

Com três temporadas exibidas até o momento e uma quarta já confirmada, a série Homeland acumula seis Emmys, entre eles o de Melhor Série de Drama, além de cinco Globos de Ouro, com destaque para os troféus de Melhor Série de TV e de Melhor Atriz e Melhor Ator para os protagonistas Claire Daines e Damian Lewis.
A partir de 14 de janeiro, a 1ª temporada da série premiada será exibida na TV Globo, após o Jornal da Globo, de terça a sexta. Também chega às principais livrarias do Brasil o livro Homeland – Como tudo começou, que acompanha a vida da agente especial da CIA Carrie Mathison pouco antes da missão que dá origem ao seriado.
Uma trama repleta de segredos, conspirações, traições e surpresas, Homeland segue os passos de Nicholas Brody, um soldado americano dado como morto na guerra contra o Iraque, que é resgatado por forças americanas oito anos depois de seu desaparecimento, e da agente Carrie Mathison, que acredita que Brody pode ser um espião prestes a executar um ataque terrorista em solo americano.

TRÊS VEZES GAIMAN


Mais recente obra adulta de Neil Gaiman, publicada simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos em junho, O oceano no fim do caminho entrou nas principais listas de best-sellers no mundo todo e conquistou três prêmios importantes – tanto de escolha do público quanto da crítica – que o colocaram como o melhor lançamento de 2013.
A votação entre os mais de 20 milhões de membros da rede social Goodreads elegeu O oceano no fim do caminho como melhor romance de fantasia do ano. O título também entrou no top 10 de ficção do ano da Time e foi eleito por milhares de leitores o livro do ano do Reino Unido pelo UK National Book Awards.

UM CARTAZ MAIS DO QUE OK

Hazel Grace e Gus Waters já conquistaram o mundo nas páginas de A culpa é das estrelas, de John Green. Em 2014, o casal promete fazer o mesmo nas telas de cinema. Com estreia marcada para 6 de junho nos Estados Unidos (ainda sem previsão para o Brasil), o filme é dirigido por Josh Boone e conta com Shailene Woodley, Ansel Elgort e Willem Dafoe no elenco, além de participação ativa de John Green na produção. Confira abaixo o primeiro cartaz do filme.

[2013: um ano que valeu por tantos]

Geralmente, um ano tem 12 meses, 52 semanas e 365 dias de duração. Pelo menos é o que afirma o calendário gregoriano – do qual sou fiel seguidor. Se você for adepto de outro calendário, provavelmente hoje não será o fim de 2013 ou o início de 2014, mas um dia como qualquer outro dia de qualquer outro calendário. Fato é que tudo isso é convenção. Portanto, não importa em que ano você esteja, o ano em que você está também terminará um dia para que outro possa acontecer.
Quando desenhei meu primeiro guardanapo, no final de outubro do ano passado,  nunca pensei que um dia todas essas idas e vindas ao balcão do bar pudessem encantar tantas pessoas ou ainda que fossem estar impressas em um livro. Lembro que, no dia 31 de dezembro, escrevi na minha página: muito obrigado por terem feito de meu 2012 um ano para repensar e que 2013 possa ser lido como dois mil e ter-se! Hoje, após ter repensado 2012 e ter me permitido pertencer a 2013, posso dizer com a mais absoluta certeza que vale a pena ser sincero com aquilo em que a gente acredita. E isso vale para os amores, as artes, os dias livres, os dias de trabalho, os dias de sol, os dias nublados. Sempre achei fora de moda acreditar nos sonhos até começar a sonhar e a enxergar que o que chamamos de sonhos nada mais é do que a nossa capacidade de domar um destino, entortar um caminho, escolher uma trilha que tenha mais a ver com a nossa vida. Os nossos sonhos são sempre bonitos e merecem acontecer.
Talvez eu achasse fora de moda acreditar neles por nunca ter sonhado direito até então. Quanto tempo perdi por acreditar nessa bobagem! Quem diria que uma plataforma de papel tão pouco valorizada, usada para limpar a boca e ser jogada no lixo, se tornaria um livro de arte? Percebi que fora de moda era eu. Para mim, este ano teve a dimensão de um sonho. E digo mais: de um sonho bom. Muita coisa bonita aconteceu. Fecho 2013 com mais de mil artes criadas, centenas de mensagens emocionantes e milhares de palavras sinceras vindas dos quatro cantos do Brasil (e do mundo!).
Que 2014 continue acontecendo para todos nós!

Por que eu prefiro a ficção

As pessoas costumam me perguntar se escrever ficção é difícil. Gente, difícil é a realidade. Quando a gente comete um erro num romance, volta-se atrás em trinta, quarenta páginas, e tudo é corrigido sem danos maiores do que, talvez, algumas noites em claro. A vida real é um problema de dimensões bem maiores: egos, agendas, medos e sonhos, e a gente tem que seguir equilibrando tudo isso como um daqueles garçons super-hábeis que circulam pelo salão com a bandeja tão cheia, que parece a ponto de desabar na cabeça de algum cliente.
Dito isso, não tenho nada contra a vida real. Os amores verdadeiros, a maternidade, as esperas, os aprendizados, as viagens e os erros da vida real são uma baita aventura. Estou aqui e agora, firme e forte. Mas adoro fugir para a ficção, e fujo para ela como quem corre em direção às férias. Por que eu escrevo tudo isto? Porque estou de mudança para o Rio de Janeiro, depois de doze anos morando em Porto Alegre (sou porto-alegrense, mas já dei algumas voltinhas por aí), e mudar dá uma trabalheira danada. Gente, que saudade dos fluxos de pensamento, cenas e sumários!!! Estou aqui cercada de coisas! Coisas, coisas, coisas, coisas… Coisas por todos os lados! Papéis e registros e contas e listas que se multiplicam feito aqueles bichinhos de iogurte (lembram?). Sempre tive nojo daqueles iogurtes caseiros, assim como tenho nojo das listas que ora ocupam a minha mesa sem deixar espaço para os personagens e suas adoráveis manias. Dados cadastrais em penca roubando meu sono. Caixas de papelão nominadas com pincel atômico acumulando-se entre mim e meus pensamentos. Armários com suas bocas escancaradas, prontos para me engolir. Nãooo! Prefiro lidar com as palavras. As palavras moldam-se como argila, são doces e macias e sumarentas, as palavras… As palavras, essas pequenas portas mágicas para o outro lado da vida.
Leticia Wierzchowski é autora de Sal, primeiro romance nacional publicado pela Intrínseca, e assina uma coluna quinzenal aqui no Blog.

Um comentário:

  1. Realmente a vida real possui dimensões bem maiores de dificuldades!
    Vou assistir ao filme baseado no A culpe é das estrelas, depois ler o livro, creio que vai ser melhor.

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