Curativos para meu coração partido!

Hoje, acordei sentindo uma grande dor no peito; sentei-me ao pé da cama, coloquei minha mão sobre meu peito, e perguntei ao meu coração:
- O que você tem? Porque está tão inquieto dentro de mim? Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha alma a começar a ficar inquieta. Perguntei a ela:
- O que há de errado com você? Porque se atormenta dentro de mim?
Minha alma disse:
- Estou assim porque você está assim; você me faz perguntas, mas não tenho as respostas e sei que isso a faz infeliz. Você se sente tão pequena, e isso me faz pequena também. Você queria ser diferente e eu fico triste por você. Você está tão só, e eu me sinto sem você. 
Mais uma vez tornei a ficar em silêncio. E foi aí que meu coração meio confuso me respondeu:
- Estou tão triste. Me sinto tão pequeno. Estou magoado com você!
Fiquei sem jeito e perguntei:
- O que foi que eu te fiz?
Ele respondeu:
- Você sofre tanto com as pessoas; preocupa-se com elas, é atenciosa, procura ser prestativa e na maioria das vezes, sempre se decepciona. Você ama e depois sofre e fala que a culpa é minha. Você espera por algo que não vem e fica triste. Aí você chora e dói em mim. Preciso de curativos para um coração partido. Curativos bons.
Perguntei ao meu coração:
- Como assim, bons?
Ele respondeu:
- Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa, essa sua solidão. Que estejam com você nos dias frios e nas noites vazias, nos dias de tempestade e nas horas que você se sentir tão só. Que eles sejam tão grandes que possam envolver seu corpo em um abraço cheio de ternura e que você se sinta segura e amparada. Curativos que te façam sentir o quanto você é especial e amada, mesmo que você nunca tenha sentido esse amor, nem de seus próprios pais. Preciso de bons curativos, que não sejam eternos, afinal nada é para sempre, mas, que não sejam descartáveis. Curativos que absorvam esse sofrimento, essa dor, essa ferida que não se vê, apenas se sente. Que sejam fortes, e a prova d'água, para que não se estraguem com suas lágrimas, que sejam macios, para poder te fazer carinho nos dias que você se sentir carente. Curativos que, acima de tudo nunca o decepcionem, prometendo e não cumprindo. Curativos companheiros e sinceros, que se importem realmente com você. Não quero pena, quero amor. Amor de verdade. Preciso que você também se ame e prometa que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofre eu sofro também. Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas, ninar você. Te dizer que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito!
Você é especial, pena ninguém perceber isso...

De Volta

Bom galera,

Depois de um longo tempo sem fazer resenhas ou postagens devido a problemas pessoais e confesso por falta de interesse, já que fiquei decepcionada com algumas coisas que andaram ocorrendo na blogosfera, resolvi voltar e a partir de julho retomo a rotina do blog, com resenhas, postagens de interesse geral e muitas promoções...

||Resenha|| A Filha do Louco - Megan Shepherd - Novo Conceito

Título: A Filha do Louco
Título Original: The Madman's Daughter
Autor: Megan Shepherd
Tradutor: Ivar Panazzolo Júnior

Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581631547
Ano de Edição: 2014

Ano Original de Lançamento: 2013
Número de Páginas: 416




Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais.
De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá-la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências.
Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família. 

A Filha do Louco é uma releitura de um clássico que eu não estava familiarizada de HG Wells A Ilha do Dr. Moreau. Eu não fiz nenhuma pesquisa sobre o original antes de pegar esse livro. Mas eu acho que mesmo se eu tivesse, esta releitura teria feito um grande trabalho para me surpreender. Shepherd definitivamente segue o enredo geral, mas elementos chave são alterados que irá tornar mais surpreendente e cheia de suspense para os leitores, com ou sem o conhecimento do original.
A Filha do Louco conta a história de Juliet Moreau, cujo pai (um médico) foi desonrado e dado como morto há algum tempo, e cuja mãe morreu pouco depois, deixando Juliet sem ninguém para confiar. Como tal, Juliet foi mal a pior, trabalhando como empregada doméstica e só ganhando o suficiente para manter-se fora das ruas, até que um dia ela encontra algo que a faz pensar que seu pai pode não estar morto depois de tudo. Juliet segue seus instintos e acaba se reunindo com um amigo de infância, Montgomery, que lhe diz que seu pai não está realmente morto, mas vivendo em uma ilha remota. Juliet viaja com Montgomery para a ilha, esperando que os rumores sobre o seu pai não fossem verdade mas, na verdade, ela percebe que as coisas estão piores do que ela jamais imaginou.
Se eu tivesse lido o original, acho que eu teria tido uma melhor compreensão sobre o quão obscuro e muitas vezes perturbador este livro poderia ser. É, basicamente, abre com a dissecação de um coelho (na verdade, é pior do que isso, mas eu não vou entrar em detalhes aqui), e as cenas posteriores são muito, hum, vividamente descritas. Então se você tem algum problema com esse tipo de coisa, esse pode não ser o livro para você. No entanto, esse tipo de coisa não me incomoda muito em livros (os filmes são outra história). Acho que deu a história muita autenticidade, parecia, que sem essas cenas, o livro não teria sido tão impactante. A história supõe-se ser perturbadora, e essas cenas definitivamente o fazem ser.
Essa renúncia à parte, a atmosfera deste livro é provavelmente por isso que eu classifiquei com 4 estrelas. Eu simplesmente amei a sensação assombrosa, escura que permeia a história. A escrever perfeitamente refletido isso, e eu fui puxada pelo livro que parecia ser suspense, mas não é, pois o ritmo é alucinante.
Os personagens são muito bons. Juliet é uma nova adição ao conto original, e ela é a única que narra a história. Sua voz é incrivelmente original, ela é da Londres Vitoriana, então é claro que ela não vai ser a "garota de 16 anos normal" que é tão popular no YA. Mas, mais do que isso, ela tem esta forma totalmente diferente de ver o mundo, é sombria e um tanto melancólica, mas coube a sensação na história perfeitamente.
Eu gostei de Montgomery também, ele estava trabalhando na ilha como assistente do Dr. Moreau desde a noite de seu (eu acho) desaparecimento. Mas ele está em conflito. Ele sabe que os experimentos que Moreau está fazendo são errados, ainda ajudando Moreau é a única vida que ele já conheceu. Montgomery e Juliet também são ótimos juntos. 
 O único problema que tive com este livro, foi Edward. Edward Prince é um náufrago que Montgomery e Juliet pegam no seu caminho para a ilha. Literalmente o momento em que Edward acorda depois de ser resgatado, e define os olhos em Juliet. Este foi um caso de amor a primeira vista, e eu não sou uma fã deste tipo de sentimentos. Os dois não têm história alguma, e eu acho que em face de Montgomery e Juliet, Edward nunca deveria ter sido uma opção. Mas quem sou eu para julgar? 
 A Filha do Louco é um livro incrivelmente atmosférico, sombrio e muitas vezes assustador que capturou minha atenção desde o início. Essa atmosfera sombria foi fundamental para mim, mas Juliet e Montgomery também fizeram sua parte para tornar este livro totalmente cativante. Os capítulos finais também tinham me deixado na ponta da cadeira, levando a um final que eu nunca, em um milhão de anos ter previsto - apesar dos indícios copiosos deixados anteriormente. A última página termina com uma enorme reviravolta, e muito abruptamente ... 

Autores - Kathy Reichs

Kathleen Joan Reichs, mais conhecida pelo diminutivo Kathy Reichs, (Chicago1950) é uma especialista em antropologia forense e escritora de romances policiais e de mistério.

Biografia e experiencia profissional
Kathy Reichs nasceu em Chicago em 1950 onde se formou em Antropologia na American University em 1971. Em 1972, foi doutorada em Antropologia Física pela Northwestern University. Estudou ainda na University of Pittsburgh, na Concordia University e na McGill University. Trabalha como antropóloga para o Office of the Medical Examiner (Gabinete do Director de Investigação Médica) na Carolina do NorteEUA, e para o Laboratoire des Sciences Judiciaires et de Médecine Légale (Laboratório de Ciências Judiciais e Medicina Legal) da província do QuebecCanadá. Integra o Conselho Consultivo da Polícia do Canadá e está entre os únicos cinquenta antropólogos forenses certificados pelo American Board of Forensic Anthropology (Conselho Americano de Antropologia Forense). Pertence à direcção da American Academy of Forensic Sciences (Academia Americana de Ciências Forenses) e é professora de Antropologia na University of North Carolina, em Charlotte.
O seu trabalho como antropóloga forense é reconhecido mundialmente. Esteve no Ruanda onde testemunhou no International Criminal Tribunal for Rwanda, formado pela Organização das Nações Unidas na sequência do genocídio perpetrado naquele país. Auxiliou o Dr. Clyde Snow e a Foundation for Guatemalan Forensic Anthropology numa exumação de vítimas lançadas em valas comuns na região do Lago de Atitlán, nas terras altas do sudoeste da Guatemala. Participou como membro da Disaster Mortuary Operational Response Team que realizou investigação forense no Ground Zero, após os ataques de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque. Identificou vítimas da Segunda Guerra Mundial no sudoeste asiático e chegou a examinar restos mortais no monumento ao Soldado Desconhecido, em Filadélfia, EUA, onde se encontram os restos mortais de soldados que tombaram durante a Revolução Americana de 1776. Actualmente divide o seu tempo entre Charlotte e Montreal e participa como testemunha especializada em muitos julgamentos, participando em várias conferências em todo o mundo.
Literatura
A sua larga experiência como antropóloga forense foi bem aproveitada na escrita de romances policiais. O seu trabalho de estreia, Déjà Dead, publicado em 1997, alcançou um sucesso surpreendente para uma estreante. Traduzido para mais de vinte línguas, foi best seller em vários países, e vencedor do prestigiante Arthur Ellis Award daquele ano na categoria de Melhor Primeiro Romance. O argumento de cada novo livro foca aspectos da antropologia forense e métodos de investigação que a própria Drª Reichs usou no exercício da sua profissão. Isto permite que a principal protagonista das suas obras, Temperance Brennan, ganhe um realismo notável. O estilo de vida da personagem mimetiza de perto a verdadeira vida da autora sendo que uma boa parte dos livros relatam processos científicos reais. No romance Grave Secrets, por exemplo, a autora utiliza a sua própria experiência na Guatemala para realçar o argumento. Actualmente, Kathy Reichs é uma das mais bem sucedidas escritoras norte americanas, sendo que os seus livros rapidamente se tornam best sellers alcançando o primeiro lugar nos tops de vendas naquele país.
Televisão
Em 2005, a estação televisiva norte americana FOX estreou uma série, intitulada Bones. A sua principal personagem é baseada nas obras e na vida de Kathy Reichs. Tal como nos livros, a heroína é Temperance Brennan, interpretada pela actriz Emily Deschanel, uma antropóloga forense que também escreve livros policiais, sendo que neste mundo ficcional a personagem das obras tem o nome de Kathy Reichs, constituindo assim uma curiosa mistura entre realidade e ficção. A série apresenta ainda várias outras personagens que não possuem relação com os livros da autora. Além disso, ao contrário dos livros, a personagem trabalha num laboratório em Washington, D.C.
Kathy Reichs participa num dos episódios de Bones, intitulado Judas on a Pole, no qual interpreta a Professora Constance Wright, uma antropóloga forense.

Obras publicadas
Ensaios académicos
"Ontogenetic plasticity in nonhuman primates: I. Secular trends in the Cayo Santiago macaques", American Journal of Physical Anthropology, Julho de 1987
·         "Cranial suture eccentricities: a case in which precocious closure complicated determination of sex and commingling", Journal of Forensic Science, Janeiro de 1989
·         "Treponematosis: a possible case from the late prehistoric of North Carolina", American Journal of Physical Anthropology, Julho de 1989
·         "Forensic anthropology in the 1990s", The American Journal of Forensic Medicine and Pathology, Junho de 1992
·         "Effect of age and osteoarthritis on bone mineral in rhesus monkey vertebrae", Journal of Bone and Mineral Research, Agosto de 1993
·         "Quantified comparison of frontal sinus patterns by means of computed tomography", Forensic Science International, Outubro de 1993
Livros académicos
1983 - Hominid Origins: Inquiries Past and Present
·         1986 - Forensic Osteology: Advances in the Identification of Human Remains

Romances
Temperance Brennan:
·         1997 - Déjà Dead
·         1999 - Death du Jour
·         2000 - Deadly Decisions
·         2001 - Fatal Voyage
·         2002 - Grave Secrets
·         2003 - Bare Bones
·         2004 - Monday Mourning
·         2005 - Cross Bones
·         2006 - Break No Bones
·         2007 - Bones to Ashes
·         2008 - Devil Bones
·         2009 - 206 Bones
·         2010 - Virals
·         2011 - Flash and Bones
·         2011 - Seizure
·         2011 - Spider Bones
Novel's:
·         2004 - "I'd Kill for That" (with Rita Mae Brown, Jennifer Crusie, Linda Fairstein, Lisa Gardner, Heather Graham, Kay Hooper, Katherine Neville, Anne Perry, Julie Smith, Gayle Lynds, Marcia Talley, Kathy Reichs and Tina Wainscott)
·         2011 - "No Rest for the Dead" (with Jeff Abbott, Lori Armstrong, Sandra Brown, Thomas H. Cook, Jeffery Deayer, Diana Gabaldon, Tess Gerritsen, Peter James, J. A. Jance, Faye Kellerman, Raymond Khoury, John Lescroart, Jeff Lindsay, Gayle Lynos, Phillip Margolin, Alexander Mccall Smith, Michael Palmer, T. Jefferson Parker, Matthew Pearl, Kathy Reichs, Marcus Sakey, Jonathan Santlofer, Lisa Scottoline, R. L. Stine, Marcia Talley)