||Resenha|| Manuscritos do Mar Morto - Adam Blake - Novo Conceito

Título: Manuscritos do Mar Morto
Título Original: The Dead Sea Deception
Autor: Adam Blake
Tradutor: Camila Fernandes

Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632742
Ano de Edição: 2013

Ano Original de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 477

"- Nag Hammadi foi o mais importante achado paleográfico do século XX, Inspetora - Ellis respondeu (...) - No Alto Egito, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, perto da cidade de Nag Hammadi, dois irmãos foram cavar em uma caverna de rocha calcária. Estavam interessados apenas em encontrar guano - excremento de morcego - para usar como fertilizante para os campos deles. Mas o que encontraram foi um jarro lacrado contendo cerca de uma dezena de códices amarrados.
- O que amarrados? - Harper perguntou.
- Códices. Um códice é um número de páginas costuradas ou presas juntas. O primeiro livro, essencialmente. Códices começaram a ser usados bem no começo da Era Cristã..."
A ambiciosa policial Heather Kennedy está em seu trabalho mais difícil: seus métodos de investigação são criticados e ela está sendo assediada por colegas rancorosos porque não lhes dá atenção.
Até que lhe é atribuída o que parece ser uma investigação de rotina, sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia deste caso volta com algumas descobertas incomuns: o inquérito vincula a morte deste professor às de outros historiadores que trabalharam juntos em um obscuro projeto sobre um manuscrito do início da Era Cristã.
Em seus escritório, Kennedy segue com sua investigação e logo se preocupa com o rumo para onde está sendo levada. Mas ela não está sozinha em sua apreensão. O ex-mercenário Leo Tillman - seu futuro parceiro - também tem angustiantes informações sobre estes crimes. E sobre a misteriosa organização mundial a que os crimes se relacionam... Escondido entre os pergaminhos do Mar Morto, um códice mortal pretende desvendar os segredos que envolvem a morte de Jesus Cristo.
Entre um acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na Universidade de Londres e uma cidade fantasma no México, Manuscritos do Mar Morto é o mais emocionante thriller desde O Código Da Vinci.

Há uma abundância de sósias de O Código Da Vinci no mercado, mas se você preferir algo com mais estilo, confira esse suspense de Adam Blake.
Manuscritos do Mar Morto, tem todos os temas padrão, como o Cristianismo, cultos malignos, artefatos escondidos e segredos perigosos, mas também tem algumas reviravoltas que deixarão você sem fôlego, e a história acaba tomando um rumo inesperado, ostenta um elenco de vilões realmente desagradáveis e o diabolicamente inteligente enigma que vai tornar difícil a elucidação deste caso. Adicione a tudo isso um escritor (misteriosamente apresentado como o pseudônimo de um grande autor britânico), que sabe como fazer fluir e preencher as lacunas com essa fascinante história, e então você tem todos os ingredientes para um clássico.
A ambiciosa policial Heather Kennedy está achando difícil seu trabalho, até mesmo porque está sendo assediada por seus colegas, que entre outras razões, se ressentem do fato de que ela não lhes dá atenção. Quando ela é destinada a uma investigação de rotina sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia indica fatos incomuns. Sua investigação vincula essa morte com a de outros historiadores que trabalharam juntos em um projeto relativo a um manuscrito descoberto próximo ao Mar Morto.
O nome Michael aparece frequentemente, mas por razões que ela não entende, ele parece ser um personagem indecifrável.
Criticada por todos, Kennedy percebe uma certa resistência por seus métodos de investigação e pela direção em que a estão levando.
Quando a caça leva Heather a manter contato com o ex-mercenário Leo Tillman, e é então que a ação começa. Ele também está na trilha de Michael Brand e da organização a que pertence. Tillman está convencido que esta organização é responsável pelo desaparecimento de sua esposa e seus filhos há treze anos.
Quando as pistas os levam aos Manuscritos do Mar Morto e ao códice mortal escondido dentro deles, Tillman e Kennedy devem se apressar, pois suas vidas estão na mira  de um bando de assassinos sinistros que choram lágrimas de sangue e acreditam ser descendentes de Judas.
Esses 'anjos caídos' não vão parar até exporem o segredo que mudará o mundo... a verdade devastadora sobre quem realmente morreu na cruz.
A partir de um acidente de avião espetacular no deserto americano, para um assassinato brutal em uma universidade de Londres, para uma cidade fantasma no México, e os Manuscritos do Mar Morto, vão pegá-lo em suas garras e levá-los sem fôlego até a última sequência dessa trama.

Ser Feliz!

Experimente perguntar a qualquer pessoa o que ela mais deseja para viver os seus dias. Aposto que mais de 90% vai responder que quer apenas ser feliz sem nem pensar duas vezes.Só que eu cheguei à conclusão de que ou eu sou um ET, ou eu não sei o que é ser feliz.
Para mim ser feliz não consiste em sair todas as noites, beber até começar a trocar as pernas, falar coisas que ninguém entende e ser carregada para casa. Para mim ser feliz não é encontrar pessoas que me olham da cabeça aos pés, dizem o quanto estou linda e saem fazendo caretas cochichando com quem está do lado. Para mim, definitivamente, a felicidade não está em boates e bares cheios de gente, mas com cenas vazias e tristes. Não sou contra festas e comemorações, pelo contrário, amo dançar e lavo a alma na pista. Só não acho saudável tornar isso uma rotina, há momentos para tudo nessa vida.
Quando fico algum tempo sem sair à noite algumas pessoas comentam com os meus amigos: ‘Tadinha, mas o que ela faz para se divertir?’. Pois eu vou contar para vocês o que a extraterrestre aqui faz quando quer esquecer do mundo, e sim, ser feliz. Assim como há dias que tudo o que eu quero é uma companhia agradável para tomar um sorvete ou um capuccino, sair para jantar ou simplesmente passar horas conversando sobre o assunto que me vier à cabeça, há outros que preciso ficar quietinha no meu quarto vendo um bom filme ou lendo um livro qualquer e viajando em suas histórias.
Quando me sinto desanimada, deito na minha cama, desligo as luzes e ligo o som no máximo. Certo que em cinco minutos eu vou levantar e dançar de um lado para o outro com o meu gato. Ele sempre adivinha e fica por perto quando eu preciso de atenção especial. Também não há nada melhor do que ficar com crianças. Conversar, brincar e ainda ouvir de uma delas ‘como você é linda’. Existe elogio melhor do que este?
Há tantas coisas boas para se fazer. Uma caminhada ao ar livre, alguém especial para ligar, um elogio pelo trabalho bem feito, uma mensagem de saudade, um dia cheio de tratamentos de beleza, um sorriso de bom dia, uma tarde de fofoca com as amigas, um dia de sol com praia e água de coco, um dia de chuva com uma panela de brigadeiro, um beijo de despedida, um abraço de reencontro... Saber que mesmo com tanta maldade e inveja espalhados pelo mundo, eu tenho amigos verdadeiros.
Há infinitos motivos para encontrarmos a felicidade em todos os cantos, em cada lugar que estivermos. Basta que os nossos olhos saibam reconhecê-los. E mais: cada um sabe o que o faz feliz. Certamente as minhas razões para sorrir não são as mesmas suas, do fulano ou do cicrano. Portanto, não perca o seu tempo sentindo pena por eu ter perdido a última festa, o último lançamento ou grito da moda. Não se preocupe em me entender, você não vai, eu sou um ET, lembra? Mas relaxe, eu sei o que me faz feliz... E de mim, eu sei cuidar bem.

||Resenha|| Um Conto do Destino - Mark Helprin - Novo Conceito

Título: Um Conto do Destino
Título Original: Winter's Tale
Autor: Mark Helprin
Tradutor: Ivar Panazzolo Júnior

Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632520
Ano de Edição: 2014

Ano Original de Lançamento: 1983
Número de Páginas:719

É possível amar alguém tão plenamente que a pessoa não pode morrer?
Entre o amor e o destino, entre a luz e a escuridão, milagres podem acontecer!
Em uma noite especialmente fria, o exímio mecânico - e larápio - Peter Lake consegue invadir uma mansão do Upper West Side que mais parece uma fortaleza. Ele pensa que não há ninguém em casa, mas a filha do dono o surpreende em plena ação. Assim começa o romance entre o ladrão de meia-idade e Beverly Penn, uma jovem que tem pouco tempo de vida. O amor que os une é tão poderoso que levará Peter Lake, um homem simples e sem instrução, a desejar parar o tempo e trazer os mortos de volta.
Surpreendente e intenso, Um conto do destino nos transporta do século XIX ao final do século XX, na virada do milênio. Os personagens se encontram e se perdem ao sabor do destino, que insiste em brincar com aqueles que encontra pelo caminho.
Uma pintura mágica da beleza e do amor, sobre a morte que desafia e sobre a vida que se afirma sobre ela. 

 Um Conto do Destino de Mark Helprin é um livro poderoso e mágico, uma história épica de amor, da beleza, da justiça, e da capacidade - ou mais precisamente - a necessidade dessas qualidades existirem dentro de cada um de nós e através de todo o tempo.
Sabe o que eu quero dizer? Não. Porque Um Conto do Destino não foi feito para ser resumido em uma frase ou até mesmo uma resenha de livro. Helprin sonda as profundezas da linguagem como ele magistralmente desvenda seu drama humano do século. Mesmo a sinopse escrita para a tampa traseira do romance é terrivelmente curta, e se você acha que a versão cinematográfica de   Um Conto do Destino (estrelado por Colin Farrell como Peter Lake) vai fazer a essa história, justiça, você está enganado. Não se venda por pouco. Leia este livro.
Um Conto do Destino começa com Peter Lake, um ladrão e, talvez, o melhor ladrão de toda a cidade de Nova York durante a Belle Époque, que o tempo de paz e prosperidade anterior à Primeira Guerra Mundial. Peter Lake não é um ladrão ou um homem comum. E se poderia pedir mais, o melhor protagonista - levantado pelos escavadores dos moluscos nativos de New Jersey, educado por um reverendo cujos objetos de culto principal são engenharia estrutural e metalurgia, e forçosamente recrutados para o bando de criminosos. Peter Lake é um malandro encantador, com um pouco de sotaque irlandês e um senso de humor para combinar, inexplicavelmente, misturando as sensibilidades de um honesto trabalhador com a desenvoltura de um ladrão.
Há um cavalo branco, que pode ou não pode ter o poder de voar e uma parede de nuvens em fúria que tem a capacidade de engolir trens, navios e pessoas e movê-los, indeterminadamente, através do tempo. No coração de Um Conto do Destino, há uma história de amor entre Peter Lake e Beverly Penn, filha do magnata, Isaac Penn. O amor entre Beverly e Peter Lake e é imediata, absoluta, e condenado.
Helprin é um escritor carismático. Eu brinco que existem cerca de 500 descrições de inverno neste livro, e na verdade existem mesmo, mas essas descrições são ricas, variadas, evocativas. Ele tem um vislumbre ilimitado de tudo e é possivelmente um dos poucos escritores em que você pode confiar para descrever de um forma lírica o céu se encontrado com a terra. 
Infelizmente, isso também significa que ele escreve de forma muito ampla. As coisas acontecem em Um Conto do Destino porque o autor assim o deseja, ou porque eles foram feitos para representar um princípio filosófico, ou pretendem evocar um mito religioso, não porque os personagens estão reagindo emocionalmente, ou mesmo fisicamente. Quando um personagem secundário ameaça se candidatar a prefeito como uma piada anarquista, ele realmente consegue. A história torna-se plana e desinteressante como resultado. Os personagens fazem coisas aleatórias, ter sucesso, e passam para a próxima coisa aleatória. E é cada vez mais inverno.
Imaginem que sua história épica favorita passou página após página, construindo um mundo, garantindo que havia uma razão para estarmos seguindo personagens aparentemente insignificantes e depois desiste.
Um Conto do Destino é em última análise, uma história em que as conexões não podemos compreender e surpreender, até que, no final do romance, nossa visão é levada e podemos observar a coisa toda do ponto de vista do autor e talvez compreender uma pequena fração de sua criação.

Curativos para meu coração partido!

Hoje, acordei sentindo uma grande dor no peito; sentei-me ao pé da cama, coloquei minha mão sobre meu peito, e perguntei ao meu coração:
- O que você tem? Porque está tão inquieto dentro de mim? Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha alma a começar a ficar inquieta. Perguntei a ela:
- O que há de errado com você? Porque se atormenta dentro de mim?
Minha alma disse:
- Estou assim porque você está assim; você me faz perguntas, mas não tenho as respostas e sei que isso a faz infeliz. Você se sente tão pequena, e isso me faz pequena também. Você queria ser diferente e eu fico triste por você. Você está tão só, e eu me sinto sem você. 
Mais uma vez tornei a ficar em silêncio. E foi aí que meu coração meio confuso me respondeu:
- Estou tão triste. Me sinto tão pequeno. Estou magoado com você!
Fiquei sem jeito e perguntei:
- O que foi que eu te fiz?
Ele respondeu:
- Você sofre tanto com as pessoas; preocupa-se com elas, é atenciosa, procura ser prestativa e na maioria das vezes, sempre se decepciona. Você ama e depois sofre e fala que a culpa é minha. Você espera por algo que não vem e fica triste. Aí você chora e dói em mim. Preciso de curativos para um coração partido. Curativos bons.
Perguntei ao meu coração:
- Como assim, bons?
Ele respondeu:
- Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa, essa sua solidão. Que estejam com você nos dias frios e nas noites vazias, nos dias de tempestade e nas horas que você se sentir tão só. Que eles sejam tão grandes que possam envolver seu corpo em um abraço cheio de ternura e que você se sinta segura e amparada. Curativos que te façam sentir o quanto você é especial e amada, mesmo que você nunca tenha sentido esse amor, nem de seus próprios pais. Preciso de bons curativos, que não sejam eternos, afinal nada é para sempre, mas, que não sejam descartáveis. Curativos que absorvam esse sofrimento, essa dor, essa ferida que não se vê, apenas se sente. Que sejam fortes, e a prova d'água, para que não se estraguem com suas lágrimas, que sejam macios, para poder te fazer carinho nos dias que você se sentir carente. Curativos que, acima de tudo nunca o decepcionem, prometendo e não cumprindo. Curativos companheiros e sinceros, que se importem realmente com você. Não quero pena, quero amor. Amor de verdade. Preciso que você também se ame e prometa que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofre eu sofro também. Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas, ninar você. Te dizer que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito!
Você é especial, pena ninguém perceber isso...
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